TONY MANERO

TONY MANERO

(Tony Manero)

2008 , 99 MIN.

18 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Pablo Larraín

    Equipe técnica

    Roteiro: Alfredo Castro, Mateo Iribarren, Pablo Larraín

    Produção: Juan de Dios Larraín

    Fotografia: Sergio Armstrong

    Elenco

    Alfredo Castro, Amparo Noguera, Elsa Poblete, Héctor Morales, Paola Lattus

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O título e a trama de Tony Manero podem causar uma impressão errônea em relação ao filme de Pablo Larrain. A referência ao clássico filme Os Embalos de Sábado à Noite (1977), no qual John Travolta interpreta o Tony Manero do título, fica restrita à obsessão do protagonista, o dançarino Raúl Peralta (Alfredo Castro). Ele é obcecado pelo personagem do longa de 1977.

    Ele trabalha como dançarino num bar de fundo de quintal, onde ensina dança a quatro pessoas que moram por lá. A possibilidade de ganhar um concurso de dança num programa televisivo local que faz concursos de sósias é a única coisa que o anima. Além de cometer crimes a torto e a direito.

    Tony Manero não tem ano definido; os fatos que servem de pano de fundo para datar esta trama são Os Embalos de Sábado à Noite em cartaz no Chile e a ditadura militar imposta por Augusto Pinochet após sua tomada do governo, em 1973. Por retratar um período de governo violentamente totalitário, Tony Manero deve se situar a partir de 1981, quando este regime foi implementado.

    Na realidade, o tempo é o que menos importa na narrativa, mas sim como ela é conduzida. Há algo de claustrofóbico no filme principalmente no fato dele acompanhar um protagonista tão descontrolado, violento e imprevisível. Aos 52 anos, ele não tem muitas perspectivas, nem mesmo objetivos maiores do que ganhar um concurso de dança na TV. Mesmos sabendo que pode estar velho demais para isso. É um vazio eterno em sua vida. Filmado em digital, Tony Manero tem algumas cenas filmadas na mão que tremem demais, o que acaba incomodando, mas não interfere em sua dramaturgia. O vazio do personagem incomoda, irrita, mas é proposital. Ficou faltando, no entanto, uma maior clareza nos objetivos do filme. Simplesmente contar uma história? Talvez. Mas parece ser vazio demais, mesmo quando se trata de um personagem tão perdido quanto o deste longa-metragem.

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