Toque de Mestre

TOQUE DE MESTRE

(Grand Piano)

2013 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 03/04/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eugenio Mira

    Equipe técnica

    Roteiro: Damien Chazelle

    Produção: Adrián Guerra, Rodrigo Cortés

    Fotografia: Unax Mendía

    Trilha Sonora: Victor Reyes

    Estúdio: Antena 3 Films, Nostromo Pictures, Telefónica Producciones

    Montador: Jose Luis Romeu

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Alex Winter, Allen Leech, Andrew Moczarnik, Angie Arieu, Benjamin Nathan-Serio, Beth Trollan, Brendan Murphy, Brian Lehane, Chris Bobrowski, Christopher Kahler, Dee Wallace, Don Kress, Don McManus, Elijah Wood, Eric Golden, Jeff Sealy, Jim Arnold, Joe Lewis, John Cusack, John Hugill, Jose Mellinas, Joshua Zamrycki, Julius Cotter, Kerry Bishé, Mino Mackic, Rachel Arieff, Roberta Chung, Stephanie Garvin, Tamsin Egerton, Vince Tolentino

  • Crítica

    02/04/2014 17h47

    Por Daniel Reininger

    Toque de Mestre é um thriller tenso. Cativa pela tensão criada pelo diretor espanhol Eugenio Mira com a história absurda de um pianista prodígio - que precisa fazer o melhor concerto da carreira para salvar a própria vida e a de sua esposa.

    Embora os acontecimentos sejam bastante improváveis, o filme é dirigido com habilidade e mantém o suspense até o final. Nem mesmo a revelação das motivações do assassino – um tanto banais - estraga a produção, que diverte também por não se levar a sério o tempo todo.

    Elijah Wood interpreta Tom Selznick, prodígio do piano incapaz de superar a desastrosa apresentação responsável por encerrar sua carreira cinco anos antes. O retorno aos palcos acontece para homenagear seu falecido mentor e a pressão é enorme. Hostilizado por colegas e desconhecidos, supera seu medo e inicia bem, até que começa a ver ameaças escrita à mão nas partitura: "Toque uma nota errada e você morre".

    O longa está mais preocupado em provocar do que assustar e o diretor se diverte ao explorar cada situação. O medo do protagonista de subir ao palco já o deixa no limite da sanidade desde o começo, por exemplo. Isso abre possibilidades diversas, inclusive a das ameaças de morte serem alucinações causadas por seu pânico.

    Sem revelar demais, o roteiro de Damian Chazelle se mostra interessante e bem amarrado. Detalhes como a presença do rádio para permitir conversas entre vilão e vítima e o sumiço da partitura mais importante da noite conferem tom de urgência aos eventos. O mesmo vale para as ameaças à vida da esposa de Selznick.

    O longa funciona também graças à ótima atuação de Elijah Wood. Quando aparece pela primeira vez, está tão assustado que é difícil levá-lo a sério como astro da música. Porém, diante do piano, se transforma; conforme a tensão cresce, ganha confiança. Além disso, o ator tem grande auxilio do elenco, principalmente do excelente John Cusack como a voz malévola do sádico assassino.

    Eugenio Mira cria tensão também com a movimentação da câmera: ela ronda o piano, como predadores rondam a caça, muda o ângulo abruptamente e mostra o protagonista interagindo com o vilão pela luneta do rifle. Closes dramáticos alternados com planos abertos se completam e reforçam a sensação de absurdo da situação.

    O tom da produção beira o melodramático por vezes, mas, no final das contas, tudo se encaixa de forma harmoniosa. A cena de luta ao som de Sometimes I Feel Like a Motherless Child invoca o desespero e é bom exemplo de como o cineasta brinca com som e imagem.

    Com grande atenção aos detalhes, Toque de Mestre se revela uma boa opção para quem gosta de suspense. Só faltou mais audâcia para finalizar a produção de forma impactante.

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