TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR

TRAIR E COÇAR É SÓ COMEÇAR

(Trair e Coçar É Só Começar)

2006 , 92 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 25/08/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Moacyr Góes

    Equipe técnica

    Roteiro: Jandira Martini, Marcos Caruso

    Produção: Diler Trindade

    Fotografia: Cezar Moraes

    Trilha Sonora: Ary Sperling

    Estúdio: Diler & Associados

    Elenco

    Adriana Esteves, Ailton Graça, Bianca Byington, Cássio Gabus Mendes, Cristina Pereira, Márcia Cabrita, Mario Schoemberger, Mônica Martelli, Otávio Muller, Thiago Fragoso

  • Crítica

    25/08/2006 00h00

    As chances de você já ter ouvido ou lido o nome deste filme em algum lugar são grandes. Afinal, Trair e Coçar é só Começar é a versão cinematográfica da peça homônima que já está há 20 anos em cartaz nos palcos brasileiros. Dirigida por Moacyr Góes (Irmãos De Fé) em sua primeira incursão na comédia, o filme traz Adriana Esteves no papel principal, em substituição de Denise Fraga (Como Fazer Um Filme de Amor), que se tornou notória como comediante após protagonizar a montagem teatral.

    Adriana interpreta Olímpia, pivô de todas as confusões do filme. A empregada doméstica trabalha para Eduardo (Cássio Gabus Mendes) e Inês (Bianca Byington). Eles estão prestes a completar 15 anos de casados e Olímpia quer fazer com que a comemoração seja perfeita. Apaixonada pelo porteiro do prédio, Nildomar (Ailton Graça), ela se mete em diversas confusões ao tentar organizar o jantar para os patrões. Eis que entram em cena os amigos do casal, Lígia (Mônica Martelli) e Cristiano (Mario Schoemberger), além dos vizinhos Cláudio (Otávio Muller) e Vera (Marcia Cabrita) e outros personagens que se metem no meio de confusões envolvendo pequenas "mentiras bem-intencionadas" (se é que isso existe realmente), sempre envolvendo a possível infidelidade dos casais envolvidos.

    Uma coisa que os responsáveis por Trair e Coçar é só Começar - e isso inclui roteirista (Marcos Caruso, o mesmo que escreveu a peça), o diretor e os produtores - parecem não entender é a linguagem cinematográfica. Cinema não é simplesmente algo filmado exibido numa tela grande. A direção deste filme é televisiva. O "entra e sai" de personagens em cena pode funcionar muito bem no teatro (não é à toa o sucesso estrondoso da peça), mas essa estrutura na qual o roteiro se baseia não dá certo em cinema. Por esse motivo, Irmã Vap - O Retorno - outro recente filme baseado em peça de sucesso - funciona muito melhor como peça adaptada do que Trair e Coçar é só Começar. Além disso, os personagens deste filme são baseados em clichês e construídos de forma caricata e preconceituosa, apesar da atuação satisfatória de Adriana Esteves. Quem disse que comédias leves e despretensiosas dispensam personagens bem-construídos?

    Apesar de fraco, Trair e Coçar é só Começar deve fazer certo sucesso no cinema. Afinal, o fator diversão + elenco estrelado + divulgação + peça bem-sucedida sempre acaba chamando atenção do espectador. E, vamos admitir, o filme tem algumas piadas que funcionam. No entanto, está aquém do que deveríamos esperar não somente do cinema brasileiro, mas de qualquer filme, independente da nacionalidade.

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