TRANSAMÉRICA

TRANSAMÉRICA

(Transamerica)

2005 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Duncan Tucker

    Equipe técnica

    Roteiro: Duncan Tucker

    Produção: Linda Moran, Rene Bastian, Sebastian Dungan

    Fotografia: Stephen Kazmierski

    Trilha Sonora: David Mansfield

    Estúdio: Belladonna Productions LLC

    Elenco

    Burt Young, Elizabeth Peña, Felicity Huffman, Fionnula Flanagan, Graham Greene, Kevin Zegers

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Transamérica é um filme marcante, não somente para o espectador, mas para dois envolvidos no projeto, em especial: Duncan Tucker e Felicity Huffman. Tucker, diretor e roteirista do projeto, desponta como uma promessa do cinema contemporâneo em seu primeiro longa-metragem. Já a atriz Felicity Huffman, ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática - entre outros prêmios -, obtém destaque totalmente transformada fisicamente neste papel.

    Felicity vive Bree, uma transexual que está prestes a passar pela operação que vai lhe transformar em mulher em definitivo. Afinal, depois de uma série de tratamentos estéticos e hormonais para transformar seu corpo, Bree ainda tem um órgão sexual masculino para lhe lembrar suas origens, as quais pretende esquecer após a intervenção cirúrgica. Mas um telefonema muda tudo: um rapaz liga em sua casa à procura da pessoa que Bree costumava ser antes de passar por essa transformação sexual. O rapaz, no caso, é Toby (Kevin Zegers), fruto da única relação com uma mulher que teve, durante a faculdade. Hoje com 17 anos, o menino, cuja mãe cometeu suicídio alguns anos antes, mora em Nova York e é para lá que Bree viaja para encontrá-lo. Mas não tem coragem de contar quem é realmente.

    Ambos querem chegar a Los Angeles: Bree para fazer a cirurgia, Toby para tornar-se ator profissional. Assim, eles partem de Nova York de carro em busca de seus objetivos. A partir deste momento, Transamérica transforma-se num road movie da melhor espécie. São dois personagens extremamente densos juntos nessa jornada. Ambos já têm idéia do que são ou o que pretendem: agora eles querem conhecer um ao outro. Com um humor inteligente, sem apelar para as piadas prontas ou óbvias que poderiam surgir nessa situação, Dunkan Tucker desenvolve de uma maneira sensível os dramas vividos por ambos os personagens.

    Transamérica é baseado em personagens fortes, a começar pela própria protagonista. Felicity Huffman constrói uma Bree densa, divertida e extremamente carismática. A atriz, que até agora tinha feito pequenos papéis em filmes como Magnólia (1999) e em seriados de TV, como Frasier, mostra-se no auge de sua forma como atriz pelo trabalho estético e vocal. Também vale destacar a presença de Kevin Zegers que, atuando desde os seis anos, consegue um grande papel no cinema agora, aos 22, mostrando-se um galã em potencial.

    O grande mérito de Transamérica é conseguir desenvolver de forma sensível, leve e divertida a história pesada e triste de uma pessoa completamente deslocada não somente dentro da sociedade, mas, especialmente, do seu próprio corpo. Afinal, não há nada pior do que não se aceitar e é em busca disso que os personagens deste delicioso road movie estão.

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