TRANSYLVANIA

TRANSYLVANIA

(Transylvania)

2006 , 103 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 01/06/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tony Gatlif

    Equipe técnica

    Roteiro: Tony Gatlif

    Fotografia: Céline Bozon

    Trilha Sonora: Delphine Mantoulet, Tony Gatlif

    Estúdio: Princes Films

    Elenco

    Alexandra Beaujard, Amira Casar, Asia Argento, Beata Palya, Birol Ünel, Marco Castoldi

  • Crítica

    01/06/2007 00h00

    Muitas vezes, incansáveis jornadas são empreendidas na busca daquilo que se considera o "pote de ouro" de nossas vidas. Porém, quando se chega ao final do arco-íris, percebe-se que o ouro é falso, mas que o ato da procura já valeu a pena. Ou, mais popularmente falando, é o chamado "atirar no que viu e acertar no que não viu". É isso que acontece com Zingarina (Asia Argento, de Terra dos Mortos), personagem principal de Transylvania. Ela viaja da França até a Romênia (mais precisamente na região da Transilvânia, famosa pelas histórias do Conde Drácula) em busca de Milan (Marco Castoldi), quem ela acredita ser o amor de sua vida. Mas logo percebe que o rapaz é uma grotesca decepção. Desesperada, Zingarina começa uma nova jornada na sua vida, rompe com os laços de seu passado e começa, literalmente, a viver o verdadeiro sentido de seu nome (Zingarina significa "pequena cigana"). Pelo caminho, conhece Tchangalo (o turco Birol Ünel), talvez um parente distante do personagem que Selton Mello vive em O Cheiro do Ralo.

    O diretor argelino Tony Gatlif, o mesmo de Exílios, enfatiza novamente um dos temas mais presentes no cinema europeu atual: os povos sem fronteiras, os exilados. A francesa Zingarina opta por um exílio voluntário na Romênia ao se desencantar com seu suposto namorado, ele próprio um romeno que estava exilado em Paris. Pelo caminho, cai nos braços de um cigano errante que, para sobreviver, explora seu próprio povo, independente de nacionalidade. Tudo isso embrulhado numa bela embalagem de road movie estiloso, no qual se destaca uma deliciosa trilha sonora repleta de belos temas folclóricos dançantes de uma Europa que aos poucos (ou aos muitos) vai se extinguindo e se globalizando.

    Não por acaso, o filme ganhou o prêmio de Melhor Música no Festival de Flandres. Para ver de ouvidos e coração abertos.

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