TRAPACEIROS

TRAPACEIROS

(Small Time Crooks)

2000 , 94 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Jean Doumanian

    Fotografia: Fei Zhao

    Trilha Sonora: Gary Alper

    Estúdio: Sweetland Films

    Elenco

    Anthony Sinopoli, Bill Gerber, Brian Markinson, Brian McConnachie, Carolyn Saxon, Christine Pipgras, Cindy Carver, Cindy Wilks, Crystal Field, Dana Tyler, Diane Bradley, Douglas McGrath, Elaine May, Elaine Stritch, Fanda Nikic, Frank Wood, George Grizzard, Howard Erskine, Hugh Grant, Ira Wheeler, Isaac Mizrahi, Jesse Levy, John Doumanian, Jon Lovitz, Josephine Calabrese, Julie Halston, Julie Lund, Kenneth Edelson, Kristine Nielsen, Larry Pine, Laurine Towler, Lawrence Howard Levy, Marvin Chatinover, Maurice Sonnenberg, Michael Rapaport, Nick Garfinkle, Olivia Hayman, Peter McRobbie, Phyllis Burdoe, Ramsey FaragallahScotty Bloch, Ray Garvey, Ricardo Bertoni, Richard MaweKarla Wolfangle, Rob Besserer, Ruth Laredo, Sam Josepher, Steve Kroft, Teri Black, Tony Darrow, Tracey Ullman, Trevor Moran, William Hill, Woody Allen

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    “O que você diria se eu lhe dissesse que seu marido é um gênio?”, pergunta o criminoso Ray Winkler à sua esposa Frances. Ela responde: “Diria que eu sou bígama.” O diálogo, apenas um dos deliciosos momentos da comédia Trapaceiros, mostra mais uma vez que Woody Allen definitivamente retornou ao estilo que o consagrou: engraçado, simples, cínico, sutil, urbano, rápido, sem devaneios psicológicos. O personagem Ray Winkler, vivido por Woody, é uma espécie de reencarnação de Virgil Starkwell, que o próprio Woody Allen representou no antigo Um Assaltante Bem Trapalhão, comédia que alavancou sua carreira. Uma volta ao passado mais que bem-vinda.

    Winkler é um ex-presidiário que planeja alugar uma loja próxima a um banco, com o objetivo de cavar um túnel que supostamente o levaria a um cofre recheado. Porém, ele precisa que sua esposa Frances (Tracey Ullman) monte um negócio qualquer apenas para servir de fachada enquanto ele e seus comparsas fazem a escavação. A solução vem rápida: uma pequena padaria especializada em biscoitos.

    A partir daí, Trapaceiros se desenvolve em ritmo de comédia de erros (e de acertos inesperados) que aproveita o humor para criticar as diferenças de estilos entre as classes sociais. A riqueza traz mesmo a felicidade? O charme e a elegância podem ser comprados? Sem nenhuma pretensão intelectual, estas são algumas questões propostas pelo filme. Um trabalho divertido, repleto de personagens bem construídos e com a fineza de humor que sempre caracteriza os trabalhos de Woody Allen. Um fino biscoito.

    3 de janeiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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