TRÊS ENTERROS

TRÊS ENTERROS

(The Three Burials of Melquiades Estrada)

2005 , 121 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tommy Lee Jones

    Equipe técnica

    Roteiro: Guillermo Arriaga

    Produção: Michael Fitzgerald, Tommy Lee Jones

    Fotografia: Chris Menges

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: Europa Corp

    Elenco

    Barry Pepper, Cecília Suárez, Dwight Yoakam, Ignacio Guadalupe, January Jones, Julio Cesar Cedillo, Levon Helm, Mel Rodriguez, Melissa Leo, Tommy Lee Jones, Vanessa Bauche

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Três Enterros é o tipo de filme que os apaixonados pelo cinema costumam aplaudir. Com um roteiro impecável - o que não é surpresa, já que Guillermo Arriaga (Amores Brutos) é quem assina - e Tommy Lee Jones firme tanto na direção quanto na interpretação, a produção ainda foi premiada no prestigiado Festival de Cannes em 2005.

    Como é de se esperar de um texto escrito por Arriaga, a trama tem idas e vindas, mas não muitas histórias paralelas. Brincando sempre com as lembranças do protagonista e com os acontecimentos presentes, o roteiro foi premiado no festival citado acima e conta a saga de Pete Perkins (Tommy Lee Jones), um caubói tão durão quanto fiel. Ele faz uma promessa ao seu melhor amigo, o mexicano Melquiades Estrada (Julio Cesar Cedillo), que o enterraria em sua terra natal quando morresse. Pete sela o pacto, imaginando que não precisará cumpri-lo simplesmente porque morrerá antes. Mas, após um acidente envolvendo o ignorante policial Mike Norton (Barry Pepper) - que acaba de chegar a cidade para trabalhar no patrulhamento da fronteira entre EUA e México -, Estrada morre e o protagonista deve embarcar nessa viagem: carregá-lo no lombo de um cavalo durante dias a fim de chegar no lugar de onde ele veio.

    Mas um detalhe faz toda a diferença: ele resolve fazer justiça com seus próprios meios quando descobre que Norton é o responsável pela morte do amigo. E as autoridades locais não estão nem um pouco a fim de aplicar a lei no patrulheiro. Resultado: Pete seqüestra Norton e o leva consigo nessa jornada. A contragosto do policial, claro.

    O mais interessante é acompanhar como a mente de Pete vai se perdendo no meio da viagem. De caubói durão ele se transforma num lunático, tratando o cadáver em decomposição do amigo como se fosse um simples manequim, por exemplo. Norton, mesmo seqüestrado, mostra-se menos arredio ao longo da viagem, mostrando compaixão em relação à amizade que o protagonista prova nutrir em relação ao amigo cujo cadáver segue carregando, firme e forte.

    Com uma fotografia quente e árida como as paisagens pelas quais passam os viajantes, Três Enterros mostra valores que andam bastante perdidos atualmente, como fidelidade, amizade e honra. Manter a palavra, coisa tão rara, é o que guia o protagonista em sua procura pelas raízes do amigo.

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