TRÊS IRMÃS

TRÊS IRMÃS

(La Bûche)

1999 , 106 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Daniele Thompson

    Equipe técnica

    Roteiro: Daniele Thompson

    Produção: Alain Sarde

    Fotografia: Jean Harnoi, Robert Fraisse

    Trilha Sonora: Michel Legrand

    Elenco

    Charlotte Gainsbourg, Chris Thompson, Claude Rich, Emmanuelle Béart, Françoise Fabian, Isabelle Carré, Jean-Pierre Darroussin, Sabine Azéma

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com mais de um ano de atraso em relação aos cinemas do Rio de Janeiro, estréia em São Paulo a comédia dramática Três Irmãs. O filme marca a estréia na direção de Daniele Thompson, cineasta muito elogiada e premiada na França por seus roteiros de televisão e cinema.

    A primeira cena de Três Irmãs já dá o tom tragicômico que permeará todo o filme: durante um funeral, um telefone celular toca insistentemente. Todos se entreolham. Há um certo constrangimento do ar. Até que alguém percebe que na verdade o incômodo som vem diretamente do caixão do defunto.

    Aos poucos, os personagens são apresentados ao espectador. Louba (Sabine Azema), cantora e dançarina de um restaurante russo em Paris, é a mais velha entre as três irmãs que formam o título em português. Há 12 anos, ela se encontra secretamente com o amante Gilbert (Jean-Pierre Darroussin), um corretor de imóveis pouco ou nada disposto a deixar a esposa. Sonia (Emmanuelle Beart), a segunda irmã, vive preocupada com as aparências. Para ela, tudo deve ter estilo e charme. Mesmo que para isso ela prefira não enxergar que seu casamento está à beira da falência. Já Milla (Charlotte Gainsbourg), a mais nova, é fria e prática. Dona de um intratável mau humor, ela fuma compulsivamente e encarna o estereótipo da francesa desagradável.

    Estas irmãs tão diferentes de repente se vêm diante de um grave problema totalmente inesperado: a morte do próprio pai, dias antes do Natal. Um desfacelamento familiar que traz à tona questões aparentemente simples, mas de difícil solução. Como fazer a ceia? Onde? Quais serão os convidados? Como evitar que durante a festa explodam os mais contidos conflitos familiares?

    Entre brigas, confidências, desavenças e o recheio de peru, Louba, Sonia e Milla são obrigadas a crescer e a amadurecer. Somente atitudes adultas, tomadas de coração aberto, permitirão que as três possam encontrar (ou reencontrar) seus caminhos. Cada qual com a sua lembrança muito particular do que possa ser uma feliz noite de Natal, mas todas conspirando para uma unidade familiar que – se está longe de ser perfeita – pode pelo menos beirar o carinhoso, o amoroso e o suportável.

    Tudo isso faz de Três Irmãs um filme de temática rica e sentimentos abertos. Sem o habitual falatório existencialista que costuma marcar os filmes franceses, o roteiro opta pelo sarcástico e pelo cômico. E faz graça em cima da própria maneira (estressada) de ser do parisiense.

    Um belo trabalho que merece ser conferido, mesmo por quem não se considere, particularmente, um apreciador do cinema europeu.

    23 de maio de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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