TREZE DIAS QUE ABALARAM O MUNDO

TREZE DIAS QUE ABALARAM O MUNDO

(Thirteen Days)

2000 , 145 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roger Donaldson

    Equipe técnica

    Roteiro: David Self

    Produção: Armyan Bernstein, Kevin Costner, Peter O. Almond

    Fotografia: Andrzej Bartkowiak

    Trilha Sonora: Trevor Jones

    Estúdio: New Line Cinema

    Elenco

    Bruce Greenwood, Dylan Baker, Kevin Costner, Michael Fairman, Steven Culp

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O tema parece meio fora de moda: a crise dos mísseis de Cuba, em 1962. Vários filmes já foram feitos sobre o assunto. O que justificaria mais um? Resposta: novos documentos, revelados somente há três anos, que serviram de base para o livro The Kennedy Tapes - Inside the White House During the Cuban Missile Crisis, escrito por Ernest R. May e Philip D. Zelikow.

    A partir do livro, o roteirista David Self e o diretor Roger Donaldson (o mesmo do ótimo Sem Saída) optaram por contar a história como se ela fosse narrada por Kenny O´Donnel (interpretado por Kevin Costner, que também produz o filme), assessor especial da Casa Branca na época e amigo pessoal dos irmãos Bobby e John Kennedy.

    O resultado é um filme convencional, muitas vezes até burocrático, de pouca inspiração cinematográfica mas de inegável valor histórico e até documental. Principalmente para quem desconhece o que aconteceu naquele outubro de 62, momento em que a então União Soviética instalou uma base de mísseis em Cuba, a poucos quilômetros da Flórida, gerando pânico no governo norte-americano e quase provocando uma guerra de proporções inimagináveis.

    Como obviamente os detalhes desta crise jamais serão completamente revelados, o filme não pode ser visto como uma verdade histórica incontestável. Mas, sem dúvida, é um esforço louvável de se reproduzir, na tela, a visão norte-americana do episódio (o lado russo quase não é mostrado).

    Como não poderia deixar de ser, é claro que há momentos de pura patriotada e o ator Bruce Greenwood não é sequer parecido com John Kennedy. Mas, relevando-se alguns detalhes, o filme tem qualidades. Talvez a maior delas seja a de deixar bem claro que os militares norte-americanos eram para Kennedy um problema até maior que a própria Rússia. Se dependesse da insaciável sede de destruição do exército de Tio Sam, o mundo já teria se envolvido numa guerra atômica há muito tempo. E, certamente, eu não estaria aqui escrevendo esta crítica. Nem vocês, lendo.

    Ao final de duas horas e meia de projeção, como todos sabem, a paz é obtida, mas mesmo assim é inevitável que fique na boca do espectador um gosto amargo de derrota. Afinal, exatamente 11 meses depois de toda a tensão que o filme mostra, Kennedy seria assassinado e os caminhos dos Estados Unidos seriam abertos para um o triste episódio do Vietnã. Mas isso já é um outro filme.

    O público norte-americano não gostou muito de Treze Dias Que Abalaram o Mundo. Nem a metade do seu alto custo de US$ 80 milhões retornou nas bilheterias daquele país.

    30 de julho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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