TROCANDO OS PÉS

TROCANDO OS PÉS

(The Cobbler)

2015 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 28/05/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Thomas McCarthy

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul Sado, Thomas McCarthy

    Produção: Mary Jane Skalski, Thomas McCarthy

    Fotografia: W. Mott Hupfel III

    Trilha Sonora: John Debney, Nick Urata

    Estúdio: Next Wednesday Productions, Voltage Pictures

    Montador: Tom McArdle

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam B. Shapiro, Adam Sandler, Craig Walker, Dan Stevens, Danny Mastrogiorgio, Dascha Polanco, Donnie Keshawarz, Dustin Hoffman, Elena Kampouris, Ellen Barkin, Elli, Fabrizio Brienza, Glenn Fleshler, Greta Lee, Grizz Chapman, Jared Sandler, Joey Slotnick, Kevin Breznahan, Kim Cloutier, Lynn Cohen, Melonie Diaz, Method Man, Natia Dune, Ray Daniels, Sondra James, Stephen Lin, Steve Buscemi, Yul Vazquez

  • Crítica

    27/05/2015 10h16

    Alguns anos atrás, Adam Sandler (Cada Um Tem A Gêmea Que Merece) estrelava anualmente em filmes que mesclavam comédia com drama. No final, a quantidade de lágrimas era equivalente a de risadas. Depois de um período de filmes de gosto duvidoso, o comediante volta à tônica mais triunfante em Trocando Os Pés.

    No longa, ele interpreta Max, um sapateiro insatisfeito com a vida. Sua rotina se resume ao trabalho em uma pequena loja de sua família e aos cuidados que dedica à sua mãe (Lynn Cohen, de Jogos Vorazes: Em Chamas). Um dia ele descobre uma antiga máquina para consertar sapatos que permite que ele assuma o lugar dos clientes. Quando veste os calçados que passaram pelo equipamento, Max toma a forma do dono original da peça.

    A novidade é o presente que o protagonista esperava. Agora ele pode experimentar vidas de outras pessoas e se afastar de suas frustrações pessoais. A premissa permite a criação de situações cômicas e ao mesmo tempo inicia o subtexto dramático do filme.

    Outro elemento de drama se dá na relação de Max com seu pai (Dustin Hoffman, de Chef), que o abandonou há muito tempo. Os traumas que o afastamento causou nele e na mãe tornam o protagonista um homem ainda mais amargurado. Com a máquina mágica, existe a chance de se reconectar com esse dilema.

    Trocando os Pés chega ao circuito logo depois de Juntos E Misturados (2014), no qual Sandler refaz a parceria de sucesso com Drew Barrymore. Antes disso, o ator passou por uma fase menos frutífera, com filmes que por vezes não chegaram sequer a ser lançados nas salas de cinema. Com a toada atual, a esperança é que ele volta a se dedicar a projetos mais interessantes, como Click (2006).

    O caminho é longo, uma vez que Trocando os Pés ainda tem suas fraquezas. A principal delas é o desfecho, que se obriga a criar gancho para uma possível sequência. No entanto, esse desvio narrativo não se encaixa no resto do roteiro e parece um apêndice enxertado por um produtor ganancioso e pouco sensível.

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