TUDO ACONTECE EM ELIZABETHTOWN

TUDO ACONTECE EM ELIZABETHTOWN

(Elizabethtown)

2005 , 123 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 04/11/2005

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cameron Crowe

    Equipe técnica

    Roteiro: Cameron Crowe

    Produção: Cameron Crowe, Paula Wagner, Tom Cruise

    Fotografia: John Toll

    Trilha Sonora: Nancy Wilson

    Estúdio: Cruise/Wagner Productions, Paramount Pictures, Vinyl Films

    Distribuidora: UIP

    Elenco

    Alec Baldwin, Bruce McGill, Emily Rutherfurd, Jed Rees, Jessica Biel, Judy Greer, Kirsten Dunst, Orlando Bloom, Susan Sarandon

  • Crítica

    04/11/2005 00h00

    O cinema de Cameron Crowe é totalmente inserido no universo da cultura pop. A narrativa de tramas leves (exceto em se tratando de Vanilla Sky, que fique bem claro) é permeada por trilhas sonoras sensacionais. A música, inclusive, costuma ser importante coadjuvante nos filmes dr Crowe, que não esconde o fato de seus roteiros sempre terem em músicas um ponto de partida.

    Um dos problemas de Tudo Acontece em Elizabethtown está na escolha do protagonista. Orlando Bloom é um dos atores menos carismáticos de Hollywood. Nem em épicos - como comprovamos em Cruzada - muito menos em comédias românticas como esta ele consegue ganhar a empatia do espectador. Na verdade, de tão sem graça o ator consegue passar a idéia do estado de espírito do personagem.

    Bloom é Drew Baylor, um designer de sapatos que acaba de criar um tênis revolucionário depois de oito anos de trabalho. Acontece que o tal do sapato é muito mal-recebido pelo mercado. Da noite para o dia, Drew se torna o maior fiasco da história depois de fazer com que a empresa perdesse "uma quantia que pode facilmente ser arredondada para US$ 1 bilhão", como diz seu chefe, Phil DeVoss (Alec Baldwin). Claro que o protagonista perde o emprego e, de quebra, a namorada (Jessica Biel). Achando que não tem mais nada a perder, Drew pensa no suicídio. Mas a morte de seu pai muda tudo.

    O Elizabethtown do título é o nome da pequena cidade no Estado norte-americano do Kansas onde o protagonista redescobre a tal da vontade de viver. É para lá que ele viaja quando o pai morre. No vôo de ida, conhece a aeromoça Claire (Kirsten Dunst) e descobre alguns valores relacionados não somente ao amor, mas também à família. Enquanto observa a relação de seu primo, Jessie (Paul Schneider) com o filho pequeno, Drew relembra alguns momentos que teve com o pai, os quais foram esquecidos quando o jovem resolveu se dedicar totalmente à carreira. Mais bacana do que o relacionamento entre o casal protagonista do filme é as relações entre os pais e filhos presentes na trama. Algumas situações criadas por Crowe em Tudo Acontece em Elizabethtown são hilárias, mas trata-se de um filme no qual o drama predomina. E, porque não dizer, o romance.

    Em Tudo Acontece em Elizabethtown, ainda temos os elementos presentes nos cinco filmes anteriores do diretor, mas a magia não é a mesma. Digo isso porque sou fã de carteirinha do cinema de Cameron Crowe, mas, de todos os seus filmes, este é o que eu menos gosto. Apesar de ter na trilha a minha música favorita do cantor Ryan Adams (Come Pick Me Up), trata-se do trabalho mais "sem sal" de Crowe porque, aqui, a música - apesar de estar presente sempre durante a trama - não tem tanto significado quanto nos filmes anteriores. É evidente que ainda são as canções que guiam o diretor, mas, neste filme, ficam perdidas na maioria das vezes. O final é previsível e as cenas relacionadas a Claire e Drew - principalmente a da ligação telefônica e a da viagem de volta do protagonista - são enfadonhas, apesar de Kirten Duns fazer um bom contraponto à apatia do seu par romântico. Apesar de tratar relacionamentos de uma forma sensível e divertida, do jeito que Crowe sabe fazer, trata-se de uma obra inferior às anteriores também por faltar carisma. Perdedor por perdedor, prefiro Jerry Maguire.

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