Tudo e Todas as Coisas

TUDO E TODAS AS COISAS

(Everything, Everything)

2016 , 96 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 15/06/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stella Meghie

    Equipe técnica

    Roteiro: Nicola Yoon

    Produção: Leslie Morgenstein

    Fotografia: Igor Jadue-Lillo

    Trilha Sonora: Ludwig Goransson

    Estúdio: Alloy Entertainment, Itaca Films, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

    Montador: Nancy Richardson

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Allison Riley, Amandla Stenberg, Ana de la Reguera, Anika Noni Rose, Dan Payne, Danube Hermosillo, Farryn VanHumbeck, Fiona Loewi, Françoise Yip, Marion Eisman, Nick Robinson, Peter Benson, Robert Lawrenson, Sage Brocklebank, Taylor Hickson, Valareen Friday

  • Crítica

    14/06/2017 15h46

    Por Iara Vasconcelos

    Nos últimos anos, Hollywood tem sofrido com um "surto" de filmes com um plot em comum: Garotas muito doentes que descobrem o amor no momento mais difícil de suas vidas. Nós vimos isso em A Culpa É Das Estrelas, Eu, Você E A Garota Que Vai Morrer e agora em Tudo E Todas As Coisas. Aliás, o filme baseado no romance de Nicola Yoon parece ser uma mistura de Romeu e Julieta moderno com o filme estrelado por Shailene Woodley.

    O longa tem uma dupla de peso como protagonista. Amandla Stenberg, que você deve se lembrar pelo papel de Rue em Jogos Vorazes, e Nick Robinson, que integra a safra de novos galãs teens de Hollywood. No que diz respeito ao carisma e química entre o casal, Amandla e Nick parecem ser a escolha perfeita. É uma pena que a trama ofereça tão pouco para o desenvolvimento de ambos.

    Agarrada a premissa do amor impossível, o filme conta a história de Maddie (Stenberg), garota que sofre com uma doença rara que faz com que seu sistema imunológico seja mais frágil do que o normal. Por conta disso, ela vive reclusa em sua casa sendo cuidada por uma enfermeira particular. Impedida de levar a vida como qualquer adolescente da sua idade, ela passa o tempo livre escrevendo pequenas resenhas de livro em seu blog particular e fazendo cursos de arquitetura online. Entretanto, tudo muda quando ela avista pela primeira vez seu novo vizinho Olly (Nick Robinson) - um garoto com visual de bad boy à la Johnny Depp em Crybaby - da grande janela do seu quarto.

    Os olhares de Maddie são retribuídos e logo os dois começam a paquerar de suas respectivas janelas, em uma referência - talvez intencional, talvez não - da varanda em que Romeu e Julieta se encontravam. Entretanto, a garota é proibida de se aproximar do novo vizinho por sua mãe, uma médica super protetora. Mas como todo conto de fadas precisa de uma fada-madrinha, a enfermeira de Maddie consegue facilitar breves encontros entre os dois. O que vem em seguida já era esperado e após sentir o gostinho da liberdade, ela não consegue mais retornar a sua vida monótona e antisséptica.

    Apesar da idade, o casal principal consegue segurar a trama com bastante competência, mas acontece que há pouco o que explorar. O personagem de Olly, por exemplo, seria facilmente um coadjuvante se não fosse pela quantidade de cenas em que aparece. Há um momento da trama em que conhecemos um pouco sobre o ambiente tóxico em que ele e sua irmã vivem, mas essa subtrama não é levada adiante.

    Tudo E Todas As Coisas só não se perde no mar de clichês graças a sua personagem central, que exala uma autonomia e senso de independência que falta a muitas protagonistas de filmes semelhantes.

    A produção também possui a quantidade necessária de alívio cômico, que a impede de ser excessivamente melodramática, e o uso do personagem do astronauta como metáfora para os pensamentos de Maddie também é um elemento criativo e muito bem empregado.

    É improvável o "machismo benevolente" desapareça de filmes do gênero, mas podemos notar cada vez mais a intenção de trazer personagens femininas que tenham voz e vontade própria. Por hora, toda mudança é bem vinda.

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