Pôster de Tudo o que Tivemos

TUDO O QUE TIVEMOS

(What They Had)

2018 , 101 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 02/05/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Elizabeth Chomko

    Equipe técnica

    Roteiro: Elizabeth Chomko

    Produção: Albert Berger, Alex Saks, Bill Holderman, Gary Michael Schultz, Keith Kjarval, Ron Yerxa, Sefton Fincham, Tyler Jackson

    Fotografia: Roberto Schaefer

    Trilha Sonora: Danny Mulhern

    Estúdio: Bona Fide Productions, Interlock Capital, Look to the Sky Films, Unified Pictures

    Montador: Tom McArdle

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Aimee Garcia, Ann Whitney, Anna Kabis, Blythe Danner, Clarence E. Davis, Eric Ian, Hilary Swank, Iah Bearden-Vrai, Isabeau Dornevil, Jay Montepare, Jennifer Robideau, Josh Lucas, Marilyn Dodds Frank, Matthias Kocur, Michael Shannon, Robert Forster, Ryan W. Garcia, Sarah Sutherland, Taissa Farmiga, William Smillie

  • Crítica

    17/05/2019 15h04

    Por Sara Cerqueira

    O drama morno Para Sempre Alice poderia ter passado batido na história do cinema se não tivesse dado à sua protagonista o Oscar de Melhor Atriz. Mesmo tratando de um tema delicado e comovente por si só (as consequências do Mal de Alzheimer na rotina da família de um paciente) o longa é um bocado apático e só conseguiu ser amparado pela impactante atuação de Julianne Moore, que acabou por lhe render a primeira estatueta da carreira (muito merecida, por sinal).

    Vemos tal fenômeno se repetir na academia de tempos em tempos. O filme A Esposa, que rendeu diversos prêmios e uma indicação ao Oscar à Glenn Close, apela para um enredo mediano e atuações abafadas para exaltar o papel da atriz principal; uma estratégia que se mostra repetidamente eficaz com o passar dos anos.

    Já o filme Tudo O Que Tivemos, dirigido pela estreante americana Elizabeth Chomko, não consegue engajar o público de nenhuma forma, investindo pouco nas atuações e no próprio roteiro. Mesmo usando o mesmo argumento de Para Sempre Alice, o filme peca no trabalho com o qual mais se compromete: tratar as alegrias e tristezas de uma família marcada pela doença de um membro querido.

    Há de se comentar que a proposta não é de nenhuma forma ruim, mas sim sua execução: uma família americana de classe média, marcada por intrigas e traumas do passado, precisa se reunir novamente para cuidar da matriarca Ruth (Blythe Danner), que sofre de Mal de Alzheimer. Seus filhos Bridget (Hillary Swank) e Nick (Michael Shannon) e seu marido Burt (Forster) devem tomar a difícil decisão de enviá-la ou não para uma casa de repouso, já que seus esquecimentos passam a colocar em risco sua própria vida.

    Aqui, presenciamos a exposição superficial do fracasso do american lifestyle: Bridget vive um casamento de fachada e não consegue mais se conectar de nenhuma forma com a filha adolescente (Taissa Farmiga) e Nick é considerado um fracasso pelos pais, pois é um homem de meia idade que mora aos fundos de um bar, no qual também trabalha. Entre as duas subtramas e os problemas da figura materna em decorrência do Mal de Alzheimer, a diretora se decide por focar em todas, deixando o longa cansativo em um vai e vem de dramas diferentes. O resultado é um filme de 1 hora e meia com sensações de enjoo em alto-mar, onde se entende pouco de situações mal exploradas.

    O elenco é obviamente composto por atores e atrizes talentosos, mas que pouco fazem devido à previsibilidade de personagens e diálogos nem um pouco verossímeis. A boa notícia é que Hillary Swank e Michael Shannon trabalham bem em sintonia, interpretando irmãos que deixam de lado suas diferenças para ajudar a mãe. Destaque também para Blythe Danner, que consegue convencer o público do caos familiar causado pelo Mal de Alzheimer. Para quem já lidou com uma pessoa acometida pela doença, observar o desaparecimento gradativo da memória e da personalidade de alguém amado é uma das piores coisas de ver.

    Tudo o Que Tivemos é rico em proposta e elenco, mas peca em todo o resto. Mesmo sendo o primeiro longa dirigido por Chomko, ainda há muito o que rever sobre como comandar um melodrama eficiente.

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