TUDO PODE DAR CERTO

TUDO PODE DAR CERTO

(Whatever Works)

2009 , 92 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 30/04/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Woody Allen

    Equipe técnica

    Roteiro: Woody Allen

    Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum

    Fotografia: Harris Savides

    Estúdio: Gravier Productions, Perdido Productions, Sony Pictures Classics, Wild Bunch

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Adam Brooks, Armand Schultz., Carolyn McCormick, Christopher Evan Welch, Clifford Lee Dickson, Conleth Hill, Ed Begley Jr., Evan Rachel Wood, Henry Cavill, Jessica Hecht, John Gallagher Jr, Larry David, Lindsay Michelle Nader, Lyle Kanouse, Marcia DeBonis, Michael McKean, Nicole Patrick, Olek Krupa, Patricia Clarkson, Samantha Bee, Willa Cuthrell-Tuttleman, Yolonda Ross

  • Crítica

    29/04/2010 14h36

    Woody Allen não faz questão alguma de esconder que, por trás de seus filmes, está Allan Stewart Königsberg, um senhor de 74 anos, para o qual o cinema não tem mais o furor de uma amante, mas a constância de uma esposa.

    Não é à toa que o título original de Tudo Pode Dar Certo é Whatever Works, algo como “tanto faz”. Woody Allen já passou da fase de se emocionar ou elaborar demais. O que transparece em seu 45º filme como diretor é que ele apenas quer continuar filmando para passar o tempo e curtir sua neurose sem que ninguém o atrapalhe.

    Por isso, é muito curioso ver o comediante e produtor Larry David no papel do ex-físico quase nomeado ao prêmio Nobel Boris Yellnikoff. O personagem tem muitos tiques que são a cara de outros papeis que o diretor/ator já interpretou. Boris é um pára-raios das neuras e manias de todos os nova-iorquinos.

    Tudo Pode Dar Certo é um filme sobre um personagem tão despreocupado com a vida que o acaso e o inesperado caem como uma luva para a história, não como desculpas de roteiro. Ou seja, ninguém vai reclamar que, no lixo de seu apartamento, apareça, repentinamente, uma linda garota chamada Melody St. Ann Celestine (Evan Rachel Woody). Bobinha, é verdade, mas, quem liga? Tanto faz.

    Afinal, a vida é um teatro e nós, os vivos, somos personagens de nós mesmos. Tanto que Woody Allen quebra a quarta parede e conversa a todo tempo conosco, os espectadores. Ele vive a ação e sai dela para comentá-la, num sarcamo que lembra The George Burns and Gracie Allen Show, programa de TV dos anos 50 que o adolescente Allan Stewart deve ter assistido.

    Se um homem conservador descobriu que era gay depois dos 50? Tanto faz! E a ex-mãe de família que vive uma relação a três? Tanto faz! Tudo Pode Dar Certo diz que a vida é mais simples do que parece – ou que não vale a pena ficar abalado pelos solavancos que aparecem. Pode ser, mas é bem mais fácil afirmar isso quando você acha os solavancos olhando para trás, não mirando o futuro.

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