Tudo que aprendemos juntos

TUDO QUE APRENDEMOS JUNTOS

(Tudo que Aprendemos Juntos)

2014 , 100 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 03/12/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sergio Machado

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcelo Gomes, Maria Adelaide Amaral, Marta Nehring, Sergio Machado

    Produção: Caio Gullane, Débora Ivanov, Fabiano Gullane, Gabriel Lacerda

    Fotografia: Marcelo Durst

    Trilha Sonora: Alexandre Guerra, Felipe de Souza, InputSom Arte Sonora

    Estúdio: Gullane Filmes

    Montador: Lívia Serpa, Marcio Hashimoto

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Elzio Vieira, Fernanda de Freitas, Graça de Andrade, Hermes Baroli, Kayque Santos, Lázaro Ramos, Sandra Corveloni, Taís Araújo, Thogun Teixeira

  • Crítica

    02/12/2015 18h00

    A afinidade com os personagens é uma das ferramentas mais garantidas que uma obra pode usar para obter a simpatia de seu público. Nesse sentido, o longa Tudo Que Aprendemos Juntos traz ousadia em seu primeiro ato. Até que haja uma maior proximidade entre as figuras em cena, os personagens mostram suas piores facetas.

    Esse processo inicial de afastamento parte do protagonista. Em sua primeira cena, Laerte (Lázaro Ramos, de O Vendedor De Passados) participa de uma audição para fazer parte da OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), mas é vencido pelo nervosismo e não executa uma nota sequer em seu violino durante o teste. Em seguida, percebemos que o musicista é mais impiedoso do que seus avaliadores quando repreende uma colega durante o ensaio.

    Ele recebe a oferta de dar aula de música para jovens em Paraisópolis, mas só aceita o convite quando as finanças apertam. Para que todas as mazelas não sejam direcionadas ao personagem principal, na comunidade ele tem de enfrentar o que há de pior em temperamento juvenil: alunos desmotivados, rixas internas, histórias de vida conturbadas e outros adversários sociais.

    Assim, inicia-se uma relação ruidosa entre o professor, cujos planos profissionais não incluíam dar aula a jovens agressivos, e alunos, que recebem qualquer contratempo como ofensa pessoal. Aos poucos, os dois lados se entendem. Laerte percebe que seus pupilos são vítimas de um ambiente hostil, e os jovens notam que o instrutor realmente se esforça para que eles atinjam seu potencial máximo.

    É a partir daí que Tudo que Aprendemos Juntos ganha o charme dos "filmes de escola", nos quais há superações dos dois lados. No cinema nacional, essa dinâmica dramática não é tão comum, com raros exemplos positivos, como O Contador De Histórias (2009). A diferença é que o filme de Luiz Villaça trata do relacionamento em um nível individual e familiar, enquanto o trabalho de Sérgio Machado (Quincas Berro D´Água) lida com um grupo de jovens. A fórmula do roteiro segue os ditames de produções internacionais do gênero, mas sem fugir das especificidades brasileiras, como a presença do tráfico de drogas como um poder paralelo nas favelas.

    Em filmes nos quais a música também é um personagem, exige-se muito da massa sonora. A boa notícia é que o som dos instrumentos em ensaios e apresentações está em ótimo nível. A má notícia é que tal primor não se espelha nos diálogos, com várias cenas redubladas e problemas no sincronismo labial. A impressão que fica é que todo o orçamento sonoroso do longa foi aplicado na parte musical, o que prejudicou o restante.

    Apesar do deslize técnico, Tudo que Aprendemos Juntos consegue entregar com eficiência sua mensagem e procura um público grandioso. Quem for de coração aberto conferir a versão cinematográfica da história de um belo projeto social sairá do cinema inspirado e emocionado.

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