UM AMOR QUASE PERFEITO

UM AMOR QUASE PERFEITO

(Le Fate Ignoranti)

2001 , 105 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ferzan Ozpetek

    Equipe técnica

    Roteiro: Ferzan Ozpetek, Gianni Romoli

    Produção: Gianni Romoli, Tilde Corsi

    Fotografia: Pasquale Mari

    Trilha Sonora: Andrea Guerra

    Elenco

    Andrea Renzi, Erika Blanc, Gabriel Garko, Koray Candemir, Luca Calvani, Lucrezia Valia, Margherita Buy, Rosaria De Cicco, Serra Yilmaz, Stefano Accorsi

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quando as distribuidoras de cinema resolvem "traduzir" os títulos originais dos filmes por outros que nada tem a ver com aqueles imaginados pelos diretores e produtores, o resultado é quase sempre desastroso. É o caso deste Um Amor Quase Perfeito, nome bobinho (e preconceituoso) para Le Fate Ignoranti, que seria, literalmente, As Fadas Ignorantes.

    A trama começa mostrando o relacionamento quente e amoroso de Antonia (Margherita Buy) e seu marido Massimo (Andrea Renzi). Tudo parece perfeito, até o dia em que Massimo é mortalmente atropelado, diga-se de passagem, num dos piores momentos da história dos efeitos digitais no cinema. Porém, logo a tristeza de Antonia se transforma em indignação: perturbada, ela descobre motivos fortes o suficiente para acreditar que seu marido tinha uma amante, e não poupa esforços para conhecê-la. Em sua busca, a viúva acaba encontrando um bem-humorado grupo de homossexuais, que seriam as tais "fadas ignorantes" do título original. Suas surpresas estão apenas começando.

    Dirigido com simplicidade e até com um certo tom burocrático, esta co-produção franco-italiana tem um bom ponto de partida, mas se perde na falta de criatividade. Faltou ousadia ao cineasta turco Ferzan Ozpetek em fazer um filme mais aberto, que explorasse melhor os bons personagens que conseguiu criar. Sua estética beira mais a linguagem televisiva que propriamente cinematográfica, e o filme acaba deixando a impressão de um bom tema desperdiçado. O resultado é apenas morno. Como seu título em português.

    1º de agosto de 2002.
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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