UM BOM ANO

UM BOM ANO

(A Good Year)

2006 , 18 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 01/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ridley Scott

    Equipe técnica

    Roteiro: Marc Klein

    Produção: Ridley Scott

    Fotografia: Philippe Le Sourd

    Trilha Sonora: Marc Streitenfeld

    Estúdio: Fox 2000 Pictures, Scott Free Productions

    Elenco

    Abbie Cornish, Albert Finney, Ali Rhodes, Archie Panjabi, Ben Righton, Bruno Stephane, Caitlin McKenna-Wilkinson, Catherine Vinatier, Catriona MacColl, Craig Robert Young, Daniel Mays, Darren Richardson, Didier Bourdon, Dominique Laurent, Edita Brychta, Félicité Du Jeu, Frank Isles, Freddie Highmore, Giannina Facio, Gilles Gaston-Dreyfus, Gregg Chillin, Hélène Cardona, Ian Ruskin, Igor Panich, Isabelle Candelier, Jacques Herlin, Jean Gilpin, Jean-Louis Darville, Jean-Michel Richaud, Jean-Paul Vignon, Judy Dickerson, Karen Strassman, Kenneth Cranham, Linda Sans, Lionel Briand, Magali Woch, Maria Papas, Marine Casto, Marion Cotillard, Mitchell Mullen, Moira Quirk, Neil Dickson, Nicholas Guest, Nila Aalia, Oleg Sosnovikov, Patrick Hillan, Patrick Kennedy, Patrick Payet, Paula J. Newman, Peter Lavin, Philippe Bergeron, Philippe Méry, Rafe Spall, Richard Coyle, Russell Crowe, Samantha Robson (voz), Stephen Hudson, Stewart Wright, Tom Hollander, Tom Stuart, Toney Tutini, Valeria Bruni Tedeschi, Valeria Milenka Repnau (voz)

  • Crítica

    01/12/2006 00h00

    Um Bom Ano é um dos maiores fracassos que passou pelos cinemas norte-americanos em 2006. Custando US$ 35 milhões, rendeu menos de um terço desse valor nas salas locais. A péssima performance desta comédia dramática nos EUA não é reflexo direto de sua qualidade (ou falta de): Um Bom Ano está longe de ser o pior do ano. No entanto, o ritmo não condiz à história, cuja narrativa é arrastada. Tudo é europeu demais para fazer sucesso nos EUA e esse é o maior pecado comercial desta produção.

    O filme retoma de uma forma atípica a bem-sucedida parceria entre o diretor Ridley Scott e o ator Russell Crowe, que começou no épico Gladiador. Aqui, não há a violência e a grandiosidade do filme de 2000. Crowe interpreta Max Skinner, um investidor inglês antipático e sem escrúpulos, mas com um humor ácido e grosseiro que chega a divertir. Max só pensa em dinheiro e isso não muda quando fica sabendo que seu tio mais próximo, Henry (Albert Finney), acaba de falecer, deixando ao sobrinho sua vinícola na França. O protagonista mal tem tempo de ficar triste e já viaja ao local para tentar vendê-lo. Alguns tramites fazem com que ele fique mais tempo do que gostaria no país. Logo, o clima europeu o seduz de forma a fazer com que as memórias da infância (fase na qual o protagonista é interpretado pelo adorável Freddie Highmore, o Charlie Bucket da atual A Fantástica Fábrica de Chocolates) tornem-se cada vez mais vivas e o seduzam de forma a fazer com que Max pense em, talvez, mudar de vida. Especialmente depois de conhecer a bela francesa Fanny (Marion Cotillard, de Eterno Amor).

    Um Bom Ano traz uma história simpática, mas sem ritmo algum. Apesar do elenco forte, o clima europeu do filme seduz a todos dentro da tela, mas não fora. Os personagens são superficiais e os atores são mal aproveitados. Sem conseguir se definir entre a comédia, o drama ou o romance, a produção perde. No fim das contas, o filme é o resultado de um diretor tipicamente norte-americano tentando fazer um filme europeu. As intenções são boas, mas não têm um bom resultado. Um Bom Ano é, no máximo, simpático, mas não é capaz de fazer diferença na vida de ninguém.

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