UM DIA

UM DIA

(One Day)

2011 , 107 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 02/12/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lone Scherfig

    Equipe técnica

    Roteiro: David Nicholls

    Produção: Nina Jacobson

    Fotografia: Benoît Delhomme

    Trilha Sonora: Rachel Portman

    Estúdio: Color Force, Film Four, Random House Films

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Amanda Fairbank-Hynes, Anne Hathaway, Clara Paget, David Ajala, Diana Kent, Eden Mengelgrein, Emilia Jones, Georgia King, Gil Alma, Heida Reed, James Laurenson, Jim Sturgess, Joanna Ampil, Jodie Whittaker, Joséphine de La Baume, Kayla Mengelgrein, Ken Scott, Lorna Gayle, Maisie Fishbourne, Matt Berry, Matthew Beard, Patricia Clarkson, Phoebe Fox, Rafe Spall, Romola Garai, Sébastien Dupuis, Seelan Gunaseelan, Sienna Poppy-Rodgers, Thomas Arnold, Tim Key, Toby Regbo, Tom Mison, Ukweli Roach

  • Crítica

    01/12/2011 00h18

    Por causa do carisma e empatia de Anne Hathaway e Jim Sturgess como casal repleto de desencontros que o romance Um Dia aparenta ser menos morno do que realmente é. Assim como o longa anterior da dinamarquesa Lone Sherfig, Educação, indicado a três Oscar em 2009, trata-se novamente de um filme marcado para emocionar ao comentar os acasos da vida e do amor.

    Novamente, uma produção de aprendizado, no qual os personagens saem de um jeito e, após o final do filme, terminam de outro. E o espectador vai reconfortado para casa, sem ter sido desafiado em momento algum do filme. Um filme de moral e de lição que não inquieta ou provoca.

    A história fala de Emma (Hathaway) e Dexter, que se conhecem em 15 de julho de 1988 após a formatura na faculdade. A partir de então, o espectador vai acompanhar, ano a ano, onde está ele e ela, se juntos, separados, viajando, descobrindo-se, encarando medos etc.

    Esse filme já foi visto algumas vezes. Na verdade, esse comentário cinematográfico todo certinho e arrumadinho tem sido realizado desde Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro, de 1989, que consolidou uma forma de romance dos desencontros narrado com grandes intervalos de tempo. A diferença é que o filme de Rob Reiner tinha mais que carisma de dois atores.

    Quando tem um roteiro mais denso, com personagens desenvolvidos, que garantem a empatia do público, cujos dilemas não ficam na superfície, Lone Sherfig, a diretora, consegue até fazer um filme digno, caso de Educação. Se não, o resultado é Um Dia.

    Carregada nos filtros, a fotografia é bonita e tenta colocar Londres como uma personagem tão forte quanto os protagonistas. Benoît Delhomme, que fotografou O Menino do Pijama Listrado, faz sua parte, mas o restante do filme não acompanha. Especialmente o roteiro, escrito por David Nicholls, também autor do livro que dá base ao filme, que desenvolve pouco seus personagens.

    Por vinte anos, Emma e Dexter não saem da superfície. Falta de confiança, amor frustrado, soberba, jornada de descobrimento são alguns dos arquétipos que rondam o filme, mas não conseguem apresentar algo novo ou satisfatório. Resta mesmo Anne Hathaway repetindo com eficiência o tipo de menina inocente que tem de crescer – o que já acontecera em Noivas em Guerra – e Jim Sturgess, que veste com destreza o tipo descolado sedutor.

    Se você gosta de histórias delicadas sobre os desencontros do amor, o cinema italiano já ofereceu outro filme mais interessante em 2011: Dez Invernos, um dos queridinhos do público da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mesmo previsível, ele consegue ter um charme e uma delicadeza que Um Dia não alcança.

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