UM ENIGMA NO DIVÃ

UM ENIGMA NO DIVÃ

(Mortel Transfert)

2000 , 122 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Jacques Beineix

    Equipe técnica

    Roteiro: Jean-Jacques Beineix, Jean-Pierre Gattegno

    Produção: Reinhard Klooss

    Fotografia: Benoît Delhomme

    Trilha Sonora: Reinhardt Wagner

    Elenco

    Catherine Mouchet, Denis Podalydès, Hélène de Fougerolles, Jean-Hugues Anglade, Miki Manojlovic, Robert Hirsch, Valentina Sauca, Yves Rénier

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Michel (Jean Hughes Anglade, de Betty Blue, Nikita e Afinidades Eletivas) é um psicanalista com pacientes muito especiais. Entre os que deitam em seu divã estão um professor aborrecido com o comportamento de seus alunos, um homem com ejaculação precoce e a bela Olga (Hélène de Fougerolles, uma das integrantes da comunidade alternativa de A Praia), uma sadomasoquista que tem prazer em falar de suas perversões sexuais. Tudo transcorre normalmente – dentro do possível – no consultório de Michel, até o dia em que ele pega no sono durante uma consulta com Olga. E pior: quando acorda, percebe que sua paciente foi misteriosamente assassinada. Desesperado, o psiquiatra agora se vê obrigado a esconder o (belo) corpo de Olga, fugir do marido dela e da polícia, o que acaba ocasionando uma incrível sucessão de erros absurdos.

    Depois de obter uma boa projeção nos anos 80, quando dirigiu os badalados e premiados Betty Blue e Rosalie e os Leões, o diretor Jean-Jacques Beineix viu seu prestígio decair no panorama internacional. Um Enigma no Divã foi apenas o terceiro filme que ele dirigiu em toda a década de 90 e, mesmo assim, está longe de ser uma “retomada” de sua carreira.

    Chegando o Brasil com dois anos de atraso, Um Enigma no Divã é uma comédia de humor negro produzida entre França e Alemanha, dois países que não são exatamente muito hábeis na arte de fazer rir no cinema. O filme apenas entretém, mas não chega a provocar risos. Também parece um pouco exagerada a justificativa do título original (Mortel Transfer ou Transferência Mortal), pelo qual o roteiro pretenderia discutir a própria projeção de ódio que o psiquiatra fazia em sua paciente. Talvez esta subleitura esteja no livro de Jean-Pierre Gattegno, que originou o roteiro, mas no filme tudo isso passa batido. Nada especial.

    26 de setembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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