Pôster de Uma Família em Tóquio

UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO

(Tokyo Kazoku)

2013 , 146 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 07/02/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Yôji Yamada

    Equipe técnica

    Roteiro: Emiko Hiramatsu, Yôji Yamada

    Produção: Hiroshi Fukazawa, Kazutaka Akimoto

    Fotografia: Mafumi Chikamori

    Trilha Sonora: Joe Hisaishi

    Estúdio: Shochiku Company

    Montador: Iwao Ishii

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Aya Yokomori, Ayumu Maruyama, Bon Ishikawa, Chika Arakawa, Isao Hashizume, Jun Fubuki, Kazuko Kudô, Kazuko Yoshiyuki, Kôen Kondô, Kozue Maki, Kyôsuke Hirono, Mai Nishida, Maki Isonishi, Masahiko Nishimura, Masashi Yamashita, Masayasu Kitayama, Mie Suzuki, Mitsuru Kato, Narumi Kayashima, Nenji Kobayashi, Ryûichirô Shibata, Saeko Ozaki, Satoshi Tsumabuki, Shinji Kodama, Shozo Hayashiya, Sôtarô Tanaka, Taiki Matsuno, Takayuki Ishino, Tanomu Matsumoto, Tomoko Nakajima, Toshiya Tajima, Yasuko Yamabuki, Yû Aoi, Yui Natsukawa, Yukimasa Natori

  • Crítica

    04/02/2014 11h41

    Refilmar grandes obras do cinema é um desafio e tanto. É estar disposto a encarar as inevitáveis comparações. No caso de Uma Família em Tóquio, uma confrontação com Yasujiro Ozu (1903-1963), grande nome do cinema japonês que influenciou dezenas de cineastas no país.

    O veterano diretor Yôji Yamada (O Samurai do Entardecer) não se preocupou muito com a confrontação das obras. Talvez por isso tenha sido bem-sucedido em levar às telas uma releitura do clássico Era uma Vez em Tóquio (1953), adaptando a história para os dias de hoje.

    Na trama um casal de idosos que vive Hiroshima resolve passar uns dias em Tóquio, visitando os três filhos que há tempos se estabeleceram na capital e com quem têm pouco contato.

    O mais velho é Koichi, um médico casado e pai de dois filhos. A filha do meio, Shigeko, também casada, é dona de um salão de beleza. O caçula, Shoji, ainda solteiro, sobrevive de bicos como design de cenários de peças teatrais.

    O embate entre velho e novo é o norte do filme assim como no longa de Ozu, que colocava a tradições e valores familiares em confronto com a vida urbana contemporânea. Aos poucos, os pais vão percebendo que têm um espaço cada vez menor no cotidiano dos filhos e neste Japão cosmopolita.

    Shigeko, por exemplo, prefere pagar para que os pais fiquem num hotel a hospedá-los em casa. As intenções aparentemente são as melhores – a ideia é que os velhos fiquem mais confortáveis -, mas eles acabam por se sentirem peixes fora d'água, solitários no asséptico e luxuoso cinco estrelas.

    Apesar de seguir a linha de conflito do longa original, Uma Família em Tóquio é pontuado de referências à economia japonesa atual e menções a tragédias recentes do país, como o tsunami e o vazamento da usina nuclear de Fukushima. Um pano de fundo moderno para um estudo das relações familiares no Japão do século 21.

    Com duas horas em meia de duração, o filme é levado sem pressa por Yamada, o que pode gerar impaciência a quem está acostumado com tramas mais dinâmicas. Mas em Uma Família em Tóquio a duração prolongada não é supérflua e sim necessária à contemplação desses personagens e suas vivências.

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