UM GRANDE GAROTO

UM GRANDE GAROTO

(About a Boy)

2002 , 101 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Weitz, Paul Weitz

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Weitz, Paul Weitz, Peter Hedges

    Produção: Brad Epstein, Eric Fellner, Jane Rosenthal, Robert De Niro, Tim Bevan

    Fotografia: Remi Adefarasin

    Trilha Sonora: Damon Gough

    Elenco

    Hugh Grant, Isabel Brook, Nicholas Hoult, Rachel Weisz, Toni Collette, Victoria Smurfit

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Os irmãos Paul e Chris Weitz - como roteiristas, diretores e/ou produtores - já cometeram, no mínimo, dois grandes crimes contra o bom gosto cinematográfico, nos últimos anos: American Pie e O Professor Aloprado 2. Assim, é no mínimo surpreendente a forma sensível, emotiva e bem-humorada como eles dirigem Um Grande Garoto, comédia romântico-dramática baseada na obra do britânico Nick Hornby, o mesmo autor de Alta Fidelidade.

    Hugh Grant vive Will, solteirão convicto e bom vivant, paquerador incorrigível que foge como o diabo da cruz de três coisas: crianças, trabalho e relacionamentos sérios. Um personagem quase igual a Samuel, playboy que o mesmo Hugh interpretou na comédia Nove Meses. Até seus carros são parecidos. Pelos caminhos mais tortuosos e inesperados, Will acaba fazendo uma espécie de amizade forçada com Marcus (Nicholas Hout), um garoto problemático que não sabe como driblar a crueldade de seus colegas de escola, nem a depressão de sua mãe suicida (Toni Collette, de O Sexto Sentido). A partir daí, o filme trabalha com um tema bastante conhecido dos roteiristas de cinema: a atração entre os opostos e como as diferenças individuais de cada personagem acabam causando efeitos positivos naqueles que se dispõem a abrir a guarda e encarar um relacionamento. Uma linha de raciocínio que poderia facilmente desandar para o clichê. Mas não desanda. Diretores e roteiristas de Um Grande Garoto felizmente obtiveram soluções criativas e emocionantes para o filme.

    Se Um Grande Garoto tivesse sido realizado dentro dos cansativos padrões dos roteiros de Hollywood, certamente o espectador mais atento já adivinharia o seu final logo nos 15 minutos iniciais. Aquele joguinho do "quem vai ficar com quem" seria facilmente resolvido. Mas o filme vai muito além. Dá voltas, surpreende, joga com o drama quando se espera o humor, inverte expectativas. E, acima de tudo, encanta ao estampar na tela a beleza simples das relações humanas e de como é difícil e trabalhoso alcançar esta simplicidade.

    Os irmãos Paul e Chris Weitz estão totalmente perdoados de seus pecados anteriores.

    6 de julho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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