UM HOMEM DE FAMÍLIA

UM HOMEM DE FAMÍLIA

(The Family Man)

1999 , 120 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brett Ratner

    Equipe técnica

    Roteiro: David Diamond, David Weissman

    Produção: Alan Riche, Andrew Z. Davis, Howard Rosenman, Marc Abraham, Thomas A. Bliss, Tony Ludwig

    Fotografia: Dante Spinotti

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    Amber Valletta, Christopher Breslin, Daniel Whitner, Don Cheadle, Elizabeth Sjoli, Ellis, Francine York, Gianni Russo, Harve Presnell, Hilary Adahms, Irene Roseen, Jake Milkovich, Jeremy Piven, Joel McKinnon Miller, John F. O'Donohue, Josef Sommer, Kate Walsh, Kathleen Doyle, Ken Leung, Lisa Guzman, Lisa LoCicero, Lisa Thornhill, Lucy Lin, Maggi-Meg Reed, Mak Fai, Makenzie Vega, Mary Beth Hurt, Mary Civiello, Nicolas Cage, Nina Barry, P.J. Barry, Paul Keith, Philippe Bergeron, Ray Valentine, Robert Downey Sr., Ruth Williamson, Ryan Milkovich, Saul Rubinek, Si Picker, Tanya Newbould, Téa Leoni, Thomas James Foster, Tom McGowan, Troy Hall, Wass Stevens

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Natal é época de fábulas, de magia, de histórias com final edificante, de roteiros sem medo da pieguice. Por isso é muito bem-vinda, nesta semana natalina, a estréia de Um Homem de Família, novo trabalho do cineasta Brentt Ratner. Depois de dirigir o agitado A Hora do Rush, Ratner dá uma guinada de 180 graus no seu estilo para contar a história mágica de Jack Campbell (Nicolas Cage), um executivo bem sucedido, muito rico, porém solitário.

    Certa noite, na véspera de Natal, Jack usa toda a esperteza e o sangue frio adquiridos no mundo dos negócios para contornar com tranqüilidade uma tentativa de assalto numa loja de conveniência. Acaba fazendo amizade com o suposto assaltante, sem saber que o rapaz tem poderes para mudar totalmente a sua vida. Naquela mesma noite, Jack vai dormir, solitário, e no dia seguinte ele acorda numa vida paralela.

    Convenhamos. Sonhos mágicos em noites de Natal está longe de ser uma idéia nova. Mundos paralelos criados especialmente para “dar uma lição de vida” ao protagonista, muito menos. Os roteiristas David Diamond e David Weisssman não foram exatamente criativos ao elaborar a história de Um Homem de Família. Mas mesmo assim o filme é um delicioso entretenimento. Um tanto moralista, é verdade, na medida em que exalta abertamente os valores burgueses e suburbanos, mas bastante honesto.

    O tema da segunda chance na vida é sempre atrativo. Faz pensar, emociona, coloca em xeque o nosso próprio cotidiano. O filme não se propõe a inovar, muito menos a revolucionar, em qualquer que seja o ângulo analisado. É assumidamente conservador na forma e no conteúdo, e por isso mesmo pode agradar bastante às platéias mais convencionais. Com muito romance e algumas pitadas de humor, Um Homem de Família ainda traz a sempre marcante presença de Nicolas Cage, ator que só perde para Brendan Fraser na eficiência em interpretar protagonistas “deslocados”, de quem não sabe onde está, nem o que está acontecendo. Ao lado dele está Téa Leoni (de Impacto Profundo), num papel que parece ter sido escrito sob medida para Meg Ryan.

    Após finalizar Um Homem de Família, o diretor Brent Rattner já iniciou as filmagens da continuação de A Hora do Rush, que terá novamente Chris Tucker e Jackie Chan nos papéis principais.



    18 de dezembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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