UM HOMEM DE SORTE (2011)

UM HOMEM DE SORTE (2011)

(The Lucky One)

2011 , 110 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 04/05/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Scott Hicks

    Equipe técnica

    Roteiro: Will Fetters

    Produção: Denise Di Novi, Kevin McCormick

    Fotografia: Alar Kivilo

    Trilha Sonora: Hal Lindes, Mark Isham

    Estúdio: DiNovi Pictures, Langley Park Productions, Village Roadshow Pictures, Warner Bros. Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Adam LeFevre, Alex Aristidis, Amanda Fetters, Ann McKenzie, Austin O'Mary, B.J. Parker, Barbara Balentine, Blythe Danner, Cameron Banfield, Cole Jackson, Courtney J. Clark, Cynthia LeBlanc, David Cohen, Dorian Davis, Edward J. Clare, Elton LeBlanc, Emily D. Haley, Gene Kevin Hames Jr., Gustavo I. Ortiz, Jay R. Ferguson, Jillian Batherson, Joe Chrest, Kendal Tuttle, Logan Douglas Smith, Nedal Yousef, Rik Barnett, Riley Thomas Stewart, Ritchie Montgomery, Robert Hayes, Ross Rouillier, Russell Durham Comegys, Russell M. Haeuser, Sharon Morris, Suzanne Jackson, Taylor Schilling, Wesley O'Mary, Zac Efron

  • Crítica

    02/05/2012 23h00

    Seria possível escapar dos clichês no cinema? Sempre achei que não, até porque a vida, ela mesma, é repleta deles. Isso não justifica fazer de um filme uma espécie de compêndio da obviedade e de fórmulas repetidas à exaustão, como faz o longa Um Homem de Sorte, romance estrelado pelo jovem galã de High School Musical, Zac Efron.

    O filme é um misto de tudo que você já viu e reviu milhares de vezes. Nem vou chamar de romance açucarado porque é bem mais meloso que isso. O mote é bem manjado: amor que supera todos os obstáculos e muda as vidas dos apaixonados e dos que estão ao seu redor.

    E isso, acredite, não é o problema do filme. O amor é e continuará a ser fonte inesgotável de enredos cinematográficos, mesmo o amor romântico pueril, leve, estilo conto de fadas. E, sinceramente, espero que continue assim. O cinema também é fantasia e ver um casal apaixonado trocando confidencias amorosas que sabemos que não duram um verão nos deixa enlevados. Pelo menos este crítico, que já se aproxima dos 40, se sente assim.

    Um Homem de Sorte, no entanto, é indigesto até para um romântico inveterado. É óbvio até no título, ô falta de criatividade... A história segue o sargento da Marinha norte-americana Logan Thibault, vivido por Zac Efron, que acredita ter sobrevivido à guerra graças a um amuleto: a foto de uma mulher que encontrou no meio das trincheiras. Sem ter ideia de quem ela seja, ele retorna aos Estados Unidos para tentar descobrir quem é o seu anjo da guarda, que acha com uma facilidade de dar inveja aos mais eficientes serviços de inteligência do mundo.

    Bem, nem ouse chamar isso de spoiler: ele acaba se envolvendo, não apenas com ela, mas com seu filho pequeno e sua avó, que o emprega no canil da família. O problema, claro, é que a moça tem um ex-marido babaca cujo filme guarda mais um clicherzinho bem à altura do tipo. Claro, antes de ser vítima do lugar-comum reservado aos vilões, ele se redime bem a tempo, brindado o espectador com mais um lugar-comum.

    Scott Hicks, que em 1996 dirigiu o premaido Shine-Brilhante até que se esforça, mas com o roteiro batido de Um Homem de Sorte pouco há a fazer. Pode-se até dar mérito ao diretor, pois é nítido seu esforço de não transformar o caldo de cana que tinha em mãos em rapadura. Não deu. Até mesmo a reconstituição da Guerra do Iraque no início do filme é algo digno de clube de paint ball.

    E, por falar em clichê, vamos a mais um, este sem explicação satisfatória. Quando facilmente encontra o alvo de sua busca, seu anjo da guarda na guerra, o personagem de Efron não revela a que veio. E por que ele não conta a verdade? Estou me perguntando isso até agora, pois não há motivo aparente. E assim segue Um Homem de Sorte, construindo situações e personagens inverossímeis: além do ex-marido mala, temos a avó gente boa, o menino tímido que cria um vínculo com o novato bos praça que, além de soldado, parace conhecer psicologia como poucos. Por fim, a própria construção de "príncipe encantado" já é suficiente para nausear o espectador mais exigente.

    Baseado no livro homônimo do romancista Nicholas Sparks, autor de outros livros que viraram filmes como Querido John e A Última Música, Um Homem de Sorte tem o claro objetivo de emocionar os corações mais sensíveis. Mas não é qualquer sensibilidade, não. Você tem de ser daquele tipo que se emociona até com propaganda de margarina para curtir a proposta. Se for o seu caso, assista sem medo.


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