UM POMBO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA

UM POMBO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA

(A Pigeon Sat on a Branch Reflecting on Existence)

2014 , 101 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 14/05/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roy Andersson

    Equipe técnica

    Roteiro: Roy Andersson

    Produção: Pernilla Sandström

    Fotografia: Gergely Pálos, István Borbás

    Trilha Sonora: Gorm Sundberg, Hani Jazzar

    Estúdio: Roy Andersson Filmproduktion AB

    Montador: Alexandra Strauss

    Distribuidora: Mares Filmes

    Elenco

    Holger Andersson, Jonas Gerholm, Lotti Törnros, Nils Westblom, Ola Stensson, Oscar Salomonsson, Roger Olsen Likvern, Viktor Gyllenberg

  • Crítica

    14/05/2015 16h55

    Um Pombo Pousou Num Galho Refletindo Sobre A Existência, do diretor Roy Andersson, nos convida a fazer uma reflexão aprofundada dos problemas do cotidiano. Com simulações de situações reais do dia a dia das pessoas, o longa do cineasta sueco encerra a trilogia também formada por Canções do Segundo Andar (2000) e Vocês, Os Vivos (2007). E por mais que reflexões sobre o cotidiano sempre são bem-vindas, falta uma linha condutora ao filme que organize os fatos de maneira mais ordenadas.

    Durante a trama, podemos perceber isso através da participação dos irmãos Sam (Nisse Vestblom) e Jonathan (Holger Anderson), dois vendedores ambulantes que já demonstram certo cansaço em andar por várias cidades vendendo artigos para festas de terror.

    Logo no início do longa, imagina-se que a história vai girar em torno deles, pois são os únicos personagens que surgem de uma maneira mais definida, com mais de uma cena. Digo imagina-se, pois o diretor Anderson não deixa isso tão claro ao longo do filme. As passagens em que os dois aparecem possuem intervalos gigantescos entre uma cena e outra e várias coisas acontecem nesse meio tempo. O fato é que esses hiatos quebram totalmente o ritmo da trama, além de deixar o espectador com várias dúvidas.

    Além disso, o enquadramento imóvel com cortes secos de transição, que conduzem toda a história, não têm tantas variedades. É verdade que a ideia é bastante interessante, mas como o andamento da cena não é tão dinâmico, isso sobrecarrega o espectador, que se vê obrigado a absorver várias coisas ao mesmo tempo em cada passagem do filme.

    Mesmo em um cenário dramático ao extremo, longa proporciona alguns momentos engraçados, como as passagens em que os personagens de determinadas situações cantam os versos de "Battle Hymm of The Republic", tradicional canção patriótica americana que se tornou muito popular durante a Guerra Civil, no século 19. Dentro de um contexto tenso e bastante específico, ouvir o famoso "gloria, gloria aleluia" em sueco é uma válvula de escape interessante para quem está acompanhando a trama.

    Sem dúvida, a pessoa que escolhe o filme pelo título não pode nem passar perto de Um Pombo Pousou no Galho. Agora, quem busca uma obra por causa das suas premiações importantes (venceu o Festival de Veneza de 2014, por exemplo), certamente encontrará boas discussões.

    A verdade é que novo filme de Roy Anderson é complexo e requer que o espectador esteja 100% atento. O longa aborda questões importantes, mas peca principalmente por tratar de assuntos bastante regionais (a trama se passa em Gotemburgo, na Suécia), o que pode não ficar claro para muita gente, e por exigir demais da atenção do espectador.

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