UM PORTO SEGURO

UM PORTO SEGURO

(Safe Heaven)

2013 , 115 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Lasse Hallström

    Equipe técnica

    Roteiro: Dana Stevens, Leslie Bohem

    Produção: Marty Bowen, Nicholas Sparks, Ryan Kavanaugh, Wyck Godfrey

    Fotografia: Terry Stacey

    Trilha Sonora: Deborah Lurie

    Estúdio: Nicholas Sparks Productions, Relativity Media, Temple Hill Entertainment

    Distribuidora: Imagem Filmes

  • Crítica

    17/04/2013 15h36

    O romancista Nicholas Sparks é um exitoso fabricante de sucessos literários, muitos deles adaptados para o cinema com relativo sucesso. Seus livros, assim como os filmes inspirados neles, dão ao leitor/espectador a especialidade do autor: romances açucarados, excessivamente melosos e, por isso mesmo, enjoativos. Suas histórias são tão iguais e previsíveis que já podemos usar o adjetivo sparkiano para classificar filmes inspirados em suas obras ou semelhantes.

    A heroína romântica de Um Porto Seguro é Katie (Julianne Hough), que conhecemos em fuga da polícia depois de um acontecimento misterioso que envolve um esfaqueamento – o que de fato ocorreu só vamos saber mais tarde. Ela pega um ônibus de Boston para Atlanta, mas fica pelo meio do caminho depois de fazer uma parada na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte. Decide ficar ali simplesmente porque achou o lugar bonitinho. Como recorrentemente ocorre nos universos utópicos criados por Sparks, arruma logo um emprego, uma casa e, claro, um pretendente bonitão.
    .
    Ele é Alex (Josh Duhamel), jovem viúvo, pai de dois filhos e proprietário de um comércio na cidade. Com medo que os acontecimentos do passado venham à tona, Katie “faz um doce”, mas, claro, sucumbe aos encantos do galã cheio de boas intenções. E dá-lhe cenas idílicas de passeios de canoa pelas plácidas águas de um lago, idas à praia em família, aquele momento batido de tensão sexual quando alguém tropeça e aproxima o rosto do outro, etc. Enquanto isso, o detetive (David Lyons) procura obsessivamente por pistas que, inevitavelmente, vão levá-lo a Katie.

    E nesse lenga-lenga vamos seguindo nesta segunda adaptação de um livro de Sparks dirigida por Lasse Hallström - a anterior foi Querido John. Quando já estamos no limite do tédio, o esperado clímax vem e Alex descobre o passado misterioso de sua paixão. Rolam uns momentos artificiais de tensão, uma criança em perigo, o herói tentando salvar sua amada, essa coisas.

    Até aqui temos somente um filminho bobo e inofensivo. Mas, então, somos surpreendidos com mais uma reviravolta, algo que nos desperta da letargia por antevermos o ridículo que se aproxima. E, de fato, nossas piores expectativas são correspondidas. Vem o riso, o constrangimento, aquele sentimento de ter perdido alguns minutos de sua vida por nada. Depois da experiência, tive de admitir: se tem um cara sem medo do despropósito e do disparate, este é Nicholas Sparks.


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