UM QUARTO EM ROMA

UM QUARTO EM ROMA

(Habitación en Roma/ Room in Rome)

2010 , 109 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/11/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julio Medem

    Equipe técnica

    Roteiro: Julio Medem

    Produção: Álvaro Longoria

    Fotografia: Alex Catalán

    Trilha Sonora: Jocelyn Pook

    Estúdio: Morena Filmes

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Elena Anaya, Enrico Lo Verso, Najwa Nimri, Natasha Yarovenko

  • Crítica

    25/11/2010 14h39

    A fórmula não é exatamente uma novidade. Criar todo um filme totalmente centralizado na situação “um casal, uma noite, um quarto” já foi feito pelas produções brasileiras Incuráveis e Entre Lençois, e pelo chileno Na Cama, só para citar alguns exemplos mais recentes. Quando bem realizada, a ideia funciona.

    E não há como negar que o espanhol Julio Medem é um excelente realizador. Roteirista e diretor de grandes filmes como Lucia e o Sexo e Os Amantes do Círculo Polar, Medem destila agora suas costumeiras doses de erotismo no belo e sensível Um Quarto em Roma.

    Uma mulher espanhola (Elena Anaya) e uma russa (Natasha Yarovenko) caminham de madrugada pelas ruas de Roma. Logo ficamos sabendo que aquela é a última noite de ambas na cidade. A espanhola convence a russa a subirem juntas para o tal quarto do título do filme. É onde terá início uma noite inesquecível, onde duas pessoas que sequer se conheciam há poucas horas entrelaçam, suas vidas, esperanças, sonhos, suas verdades e mentiras emolduradas por uma atmosfera de romance e sexo.

    Há um certo tom de urgência, desespero e escapismo nestas duas mulheres que sabem que deverão retomar os rumos de suas vidas (talvez aborrecidas) logo na manhã seguinte. Ou não. Enquanto isso, criam para a companheira – e para si próprias – histórias dignas de uma Sherazade. Montam dentro do quarto realidades próprias e fantásticas. E, ungidas pelo sexo incessante, embarcam em viagens alucinantes nas quais elas próprias acabam acreditando. Talvez.

    Só há três saídas para o mundo fora do quarto: a janela real, a janela virtual da internet, e a presença ocasional de um charmoso camareiro italiano (Enrico Lo Verso) que se diverte cantando árias de óperas. Um personagem tão onírico e irreal quando as irrealidades dos universos das mulheres, sobre as quais teremos dúvidas até em relação a seus verdadeiros nomes.

    Mesmo porque Um Quarto em Roma não é um filme sobre certezas, mas sobre dúvidas. Sobre duas almas que vislumbram, na noite final, um lampejo de total libertação.

    Com direção de arte elaborada e fotografia refinada de Álex Catalán, lamenta-se apenas que as legendas brancas se percam totalmente diante do fundo igualmente branco, em várias cenas importantes.

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