UMA CHAMADA PERDIDA

UMA CHAMADA PERDIDA

(One Missed Call (2008))

2008 , 87 MIN.

Gênero: Terror

Estréia: 18/04/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eric Valette

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Klavan

    Produção: Andrew A. Kosove, Broderick Johnson, Jennie Lew Tugend, Lauren Weissman, Scott Kroopf

    Fotografia: Glen MacPherson

    Trilha Sonora: Johnny Klimek, Reinhold Heil

    Estúdio: Alcon Entertainment

    Elenco

    Alana Locke, Ana Claudia Talancón, Azura Skye, Edward Burns, Greyson Chadwick, Jessica Brown, Johnny Lewis, Kaira Whitehead, Margaret Cho, Ray Wise, Rhoda Griffis, Shannyn Sossamon, Tara Ansley, Wilbur Fitzgerald

  • Crítica

    18/04/2008 00h00

    No comecinho do século 20, os expressionistas alemães inventaram o filme de terror. Um pouco mais tarde, a partir de 1930, os norte-americanos copiaram os alemães e passaram a desenvolver o gênero. Bem mais recentemente, os japoneses injetaram sangue novo e começaram a fazer os mais assustadores e cultuados filmes de horror dos últimos tempos.

    Agora, em 2008, alemães, norte-americanos e japoneses se unem na co-produção Uma Chamada Perdida. E o resultado é - literalmente - um horror. Um dos piores filmes de terror exibidos na tela grande em muitos anos.

    Descosturada, a trama tenta unir uma série de mortes violentas e misteriosas através de uma cadeia de chamadas de telefones celulares. Provavelmente uma tentativa de pegar carona no ótimo O Chamado, que também utilizava o telefone como ponto de partida. Porém, as semelhanças param por aí. Em Uma Chamada Perdida, o próximo infeliz na fila da morte recebe uma ligação em seu celular, onde pode ouvir, na própria voz, as suas últimas palavras, e
    ainda ficar sabendo, no display do aparelho, o dia e a hora exata em que morrerá.

    Não seria uma má idéia para um bom filme do gênero. O problema é que o confuso roteiro, além de tentar atribuir toda a série de mortes a uma estranha vingança, ainda abre uma sub-trama com o obscuro passado da protagonista, e tira da manga do colete a figura de um policial que busca
    esclarecer o caso de sua irmã morta, transformando tudo num samba do crioulo doido que vai ficando cada vez mais com cara de história mal contada. E mal dirigida, já que o diretor francês Eric Valette é de uma falta de criatividade a toda prova, repisando os mais desgastados clichês do gênero, colocando sua câmera nos ângulos mais preguiçosos, e transformando seu filme
    em comédia involuntária, quanto mais a ação se desenvolve.

    Em DVD, Uma Chamada Perdida já seria duro de assistir. Quanto mais no cinema. O livro de Yasushi Akimoto, que deu origem ao filme, já foi adaptado em 2003 pelo cinema japonês, e rendeu uma continuação em 2005. Continuação esta que - esperamos - não vingue nesta infeliz releitura nipo-germano-americana.

    Só para não dizer que o filme é uma total perda de tempo, pelo menos a protagonista Beth (papel da havaiana Shannyn Sossamon) é um belo colírio e dá conta do recado.

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