UMA COMÉDIA NADA ROMÂNTICA

UMA COMÉDIA NADA ROMÂNTICA

(Date Movie)

2006 , 85 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Aaron Seltzer, Jason Friedberg

    Equipe técnica

    Roteiro: Aaron Seltzer, Jason Friedberg

    Produção: Paul Schiff

    Fotografia: Shawn Maurer

    Trilha Sonora: David Kitay

    Estúdio: New Regency Pictures

    Elenco

    Adam Campbell, Alyson Hannigan, Andrea Ferrell, Bridget Brno, Carmen Electra, Eddie Griffin, Gianfranco L'Amore, Jennifer Coolidge, Judah Friedlander, Marie Matiko, Matt Austin, Nadia Dina Ariqat, Nina Avetisova, Tom Fitzpatrick, Tony Cox

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A dupla de criadores desta balbúrdia cinematográfica é Jason Friedberg e Aaron Seltzer, dois dos roteiristas da não menos escatológica série Todo Mundo em Pânico. Ambos gostam de produzir um estilo de cinema que pode ser denominado pelo termo “risco de mercado”. Ou seja, apostam nas piadas mais gratuitas e grotescas para obter bons resultados e lucro.

    Não há diferenças, então, entre Uma Comédia Nada Romântica e a franquia que satiriza filmes de terror. O resultado acaba dando no mesmo – raras sacadas inteligentes e muitas, muitas mesmo, completamente tenebrosas, dessas de beirar a vergonha alheia. A paródia, no caso, é transportada somente para o campo das comédias românticas.

    No papel principal está a ruivinha Alyson Hannigan (de American Pie), entrando numa fria por ter aceitado o fardo de interpretar a romântica Julia Jones. Acima do peso e nada atraente, a personagem resolve procurar a ajuda de um conselheiro amoroso para dar luz a sua vida sentimental. Depois de uma recauchutagem completa, parte em busca do homem ideal, Grant (Adam Campbell), em um programa de TV.

    Daí em diante não faltam sátiras a filmes como O Amor é Cego, Casamento Grego, Entrando Numa Fria, O Casamento dos Meus Sonhos, O Diário de Bridget Jones e Hitch – Conselheiro Amoroso, além de algumas outras referências que nada têm a ver com o objetivo proposto, como Sr. e Sra. Smith, Kill Bill e Com a Bola Toda, com todos os estereótipos de personagens e clichês imagináveis. Nem vale o argumento de assistir somente para brincar de descobrir as referências, pois chega um instante que você vê tantas junções de histórias ficarem sem nexo, que a produção beira ao patético.

    Com a palavra aqui, os próprios realizadores: “Nós queríamos criar um romance que atraísse as mulheres e uma comédia hilariante para os homens na platéia”. Não conseguiram fazer nem uma coisa, nem outra. Não atrai, denigre. Ridiculariza e sobram piadas machistas. Também não se torna hilariante e ainda apela para piadas preconceituosas com mendigos, cenas de banheiro e outras situações desagradáveis.

    Em outras palavras, Uma Comédia Nada Romântica não é romântica, não é cômica. É um desses programas de humor escandalosos e descerebrados que passam sábado à noite, porém feito para a geração MTV, com uma hora e meia de duração. Ficaria difícil imaginá-lo pior, nem mesmo nas mãos dos percussores do estilo, os irmãos Wayans.

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