Pôster de Uma Dobra no Tempo

UMA DOBRA NO TEMPO

(A Wrinkle In Time)

2018 , 109 MIN.

12 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 29/03/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ava DuVernay

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Stockwell, Jennifer Lee

    Produção: Catherine Hand, Jim Whitaker

    Fotografia: Tobias A. Schliessler

    Trilha Sonora: Ramin Djawadi

    Estúdio: Walt Disney Pictures, Whitaker Entertainment

    Montador: Spencer Averick

    Distribuidora: Walt Disney Pictures

    Elenco

    Akemi Look, Andre Holland, Ariyah Brown, Bellamy Young, Catelynn Brown, Chris Pine, Claire Montwill, Conrad Roberts, Daniel MacPherson, David Oyelowo, Deric McCabe, Easton Tath, Giselle Paredes, Gugu Mbatha-Raw, Guillaume Seeleuthner, Isaac Ordonez, Jacob Eddington, Jessica Rockwell, Joyce Larkin, Kai Miller, Leighton Leevard, Levi Miller, Losa Fifita, Lyric Wilson, Michael Peña, Michele Norris, Mindy Kaling, Oprah Winfrey, Oz Kalvan, Reese Witherspoon, Rowan Blanchard, Storm Reid, Teonee Motley, Tim Kang, Will McCormack, Yvette Cason, Zach Galifianakis

  • Crítica

    28/03/2018 17h37

    Por Iara Vasconcelos

    Uma Dobra no Tempo

    Após investir pesado em versões live-action de suas clássicas animações, a Disney volta a uma de suas maiores especialidades: Filmes de fantasia.

    O mais novo projeto do estúdio é baseado em um livro de bastante sucesso nos EUA, mas nem tão conhecido aqui no Brasil. Dirigido por Ava DuVernay (Selma), Uma Dobra no Tempo é inspirado na aventura homônima de Madeleine L'Engle e reforça o desejo da empresa de trazer mais representatividade às telonas com um elenco etnicamente diverso e com mensagens motivadoras para as jovens garotas.

    Na trama, o mundo da jovem Meg Murry (Storm Reid) vira de cabeça para baixo após o misterioso desaparecimento de seu pai (Chris Pine), um cientista famoso por defender a existência de um conceito de teletransporte para outras partes do universo, batizado de Tesseract. Vítima de bullying na escola, ela vê as suas notas diminuírem à medida em que seu comportamento hostil só se intensifica. O seu único refúgio é sua mãe, vivida por Gugu Mbatha-Raw, e o seu irmão adotivo mais novo, Charles Wallace (Deric McCabe).

    Quatro anos se passaram desde o ocorrido, mas Meg e a família ainda acreditam que o Dr. Murry pode retornar. E essa possibilidade parece ainda mais próxima depois que seu irmão lhe apresenta três misteriosas mulheres com poderes extraordinários que ajudarão a dupla nessa jornada cheia de perigos: Sra. Quequeé (Reese Witherspoon), Sra. Qual (Oprah Winfrey) e Sra. Quem (Mindy Kaling).

    Claramente focado no público infanto-juvenil, o filme usa e abusa de clichês sobre aceitação e o poder da força interior e dos bons pensamentos, mas que nunca serão datados quando os espectadores em questão são seres-humanos em plena formação. Por isso, é recomendável que os adultos encarem a trama com um pouco mais de leveza e coração aberto e deixem a acidez em casa.

    Apesar de abordar temas complexos como viagens no tempo e os mistérios do universo, Uma Dobra no Tempo faz isso de uma forma didática e simplificada, possibilitando que os pequenos entendam o que se passa na tela sem grandes dificuldades. Apesar disso, o seu clímax traz algumas cenas um tanto assustadoras e as semelhanças com a versão de Alice No País Das Maravilhas, de Tim Burton, se fazem mais óbvias nesse momento.

    A narrativa se desenvolve sem impedimentos e não há nada que fique mal explicado ou enfadonho demais. No máximo, poderíamos dizer que o vilão do filme não é tão complexo e interessante quanto esperávamos e poderia ser melhor desenvolvido, talvez personificado em alguma figura, mesmo que fugisse um pouco do que é mostrado no livro.

    E por falar na obra, podemos dizer que a versão da Disney é bastante fiel a história, realizando apenas algumas pequenas mudanças que não chegam a desvirtuar sua estrutura, como por exemplo o fato dos irmãos gêmeos de Meg não aparecerem na adaptação.

    O longa faz bastante uso de CGI e o resultado não é nem tão desastroso quanto a Fera bizarra de A Bela E A Fera, nem tão realista quanto o de Mogli - O Menino Lobo. Ava Duvernay claramente se preocupou em captar imagens suficientes de cenários reais para que o filme, apesar de fantasioso, ainda tivesse um certo ar realista.

    A direção de Duvernay é um grande acerto. Acostumada a temáticas mais sérias e a recursos apertados, a cineasta conseguiu dar alma e propósito ao longa, que tinha tudo para ser ofuscado pelos efeitos visuais e cenários grandiosos que o seu orçamento milionário (em torno de US$ 100 milhões) lhe proporcionou.

    Uma Dobra no Tempo não deve ser um filme que entrará para o hall das grandes aventuras infanto-juvenis, como é o caso de Harry Potter e Jogos Vorazes, mas não deixa de ser um belo incentivo para que o gênero volte a se estabelecer em Hollywood.

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