UMA MULHER CONTRA HITLER

UMA MULHER CONTRA HITLER

(Sophie Scholl: The Final Days/ Sophie Scholl - Die letzten Tage)

2005 , 117 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marc Rothemund

    Equipe técnica

    Roteiro: Fred Breinersdorfer

    Produção: Christoph Müller, Fred Breinersdorfer, Marc Rothemund, Sven Burgemeister

    Fotografia: Johnny Klimek, Reinhold Heil

    Trilha Sonora: Johnny Klimek, Reinhold Heil

    Elenco

    André Hennicke, Fabian Hinrichs, Florian Stetter, Gerald Alexander Held, Johanna Gastdorf, Johannes Suhm, Julia Jentsch, Maximilian Brückner

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com a desintegração da União Soviética, abriu-se um campo totalmente novo para pesquisadores: esmiuçar os mais variados - e secretos - arquivos dos países da chamada "Cortina de Ferro". Foi assim, por exemplo, que Martin Scorsese descobriu o longa-metragem Soy Cuba, que estava enfurnado em alguma repartição pública burocrática comunista. E foi assim também que foram descobertos os processos que a Gestapo moveu contra a estudante alemã Sophie Scholl, acusada de conspirar contra Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial. O material, que estava preservado pela polícia secreta da extinta Alemanha Oriental, veio a público e o seu conteúdo deu origem ao filme Uma Mulher Contra Hitler, que chega agora ao Brasil, depois de levar mais de um milhão de alemães aos cinemas. O filme narra os últimos seis dias (17 a 22 de fevereiro de 1943) na vida da estudante Sophie Scholl (Julia Jentsch, melhor atriz em Berlim por este filme), a única mulher da organização Rosa Branca, um sufocado movimento clandestino de resistência ao 3º Reich.

    Uma Mulher Contra Hitler começa em estilo de filme de aventura americano, mostrando Sophie e seu irmão Hans (Fabian Hinrichs) numa perigosa e suicida ação de distribuir panfletos contra Hitler na Universidade de Munique. Cortes precisos, câmera nervosa, clima tenso. Porém, ambos são pegos e imediatamente levados à polícia, onde passarão por exaustivos interrogatórios. A partir daí, o roteiro opta por centralizar praticamente toda a ação nos longos embates entre o oficial da Gestapo Robert Mohr (Alexander Held) e a prisioneira Sophie, que tenta de tudo para se livrar da acusação de traidora da Pátria. Como conseqüência, o filme se torna extremamente falado, com uma direção burocrática e uma narrativa que vai se tornando cada vez mais enfadonha e cansativa, na medida em que o texto não tem nem o conteúdo, nem a genialidade suficientes para prender a platéia durante as quase duas horas de projeção.

    Certamente, sua boa performance internacional (indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e ganhador do troféu de Melhor Direção em Berlim, além de outros prêmios) deve-se muito mais ao seu conteúdo antinazista que propriamente aos seus (poucos) méritos cinematográficos.

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