Pôster de Uma Vida Comum

UMA VIDA COMUM

(Still Life)

2013 , 87 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 05/06/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Uberto Pasolini

    Equipe técnica

    Roteiro: Uberto Pasolini

    Distribuidora: FJ Cines

    Elenco

    Andrew Buchanan, Eddie Marsan, Joanne Forggatt, Karen Drury

  • Crítica

    01/06/2014 16h31

    Um filme sombrio e duro ao tratar de morte e solidão. Mas nem por isso esse misto de drama e comédia de humor negro deixa de celebrar a vida. Conta a história de John May (Eddie Marsan), funcionário público inglês cujo trabalho é procurar parentes de pessoas que morreram sozinhas. Como nem sempre tem êxito, ou os familiares simplesmente não se interessam, acaba sendo presença única em muitos funerais.

    Como seus "clientes", John é solitário. Não tem amigos, mulher e vive dias tão insossos como suas refeições: atum em conserva, pão e uma maçã. Mas ele ama o que faz, por isso seu mundo sistemático desmorona quando autoridades locais decidem que seu trabalho não é mais necessário.

    Desolado, decide ao menos terminar o último caso: encontrar a família e amigos de um velho alcoólatra, Billy Stoke, e convidá-los para seu funeral. Sua investigação o leva a descobrir Kelly (Joanne Froggatt), filha de Stoke. Mas a diligência atrás de uma despedida digna para Stoke vai levá-lo a outra descoberta: uma existência vívida.

    Uma Vida Comum é um filme de minúcias. E estas são resultados de uma parceria feliz entre o sensível diretor Uberto Pasolini e o ator Eddie Marsan. O personagem John May não fala muito ao longo do filme, mas carrega uma força de expressão emocional que sustenta toda a dramaticidade do longa. Ela está no olhar, no franzir da testa, no movimento do corpo. Uma interpretação tão suave quanto intensa.

    Pasolini, por sua vez, capta o melhor da atuação de Marsan e das situações propostas pelo roteiro de sua autoria. O cineasta mostra talento indiscutível em extrair sensibilidade de circunstâncias áridas e acerta também ao evitar o sentimentalismo barato, artifício atraente em produções sobre morte e solidão.

    Em vez disso, leva às telas um filme honesto, estudo pungente de um ser humano comum e sua relação com a realidade rude que o cerca. A identificação é fácil, afinal, esse é o cotidiano, por vezes frio e indiferente, que nos rodeia. Mas é dele que surgem drama, humor e outras emoções que vivemos. Assim é a vida real, assim é uma vida comum.

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