UMA VIDA NOVA

UMA VIDA NOVA

(Beautiful Country)

2004 , 125 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Hans Petter Moland

    Equipe técnica

    Roteiro: Lingard Jervey, Sabina Murray

    Produção: Edward R. Pressman, Petter J. Borgli, Terrence Malick, Tomas Backström

    Fotografia: Stuart Dryburgh

    Trilha Sonora: Zbigniew Preisner

    Elenco

    Be He, Cleve Chamberlain, Dora Chu, Glen Bradford, Kirk Griffith, Ling Bai, Nick Nolte, Phat Trieu Hoang, Phyllis Cicero, Thi Hong Bui, Thi Kim Xuan Chau, Thu Anh, Xuan Phuc Dins

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A palavra Bui Doi, em vietnamita, significa "menos que pó" e é usada para definir crianças filhas de mães vietnamitas e pais norte-americanos. Essa geração é conseqüência direta da Guerra do Vietnã que, na década de 70, levou milhares de soldados americanos ao país. Essas mulheres, que se envolveram amorosamente com os "inimigos", sempre estiveram à margem da sociedade, assim como seus filhos.

    Uma Vida Nova acompanha o drama de Binh (Damien Nguyen), um Bui Doi afastado da mãe logo na infância e tratado como um escravo na casa de sua família, no interior do país. Expulso, ele viaja a Saigon à procura da mãe, Mai (Thi Kim Xuan), que trabalha numa mansão. Lá, ela arruma emprego ao rapaz, que logo é segregado pela dona da casa. Depois de um acidente, Binh se vê obrigado a escapar aos EUA com o meio-irmão mais novo, Tam (Dang Quoc Thinh Tran). As coisas seguem dando errado para o protagonista, mas, nessa empreitada, ele conhece a bela prostituta Ling (Bai Ling), que o ajuda a escapar de um campo de refugiados na Tailândia e seguir seu caminho aos EUA.

    O filme, indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2004 e ao prêmio de Melhor Roteiro de Estreante no Independent Spirit Awards de 2006, é dirigido por Hans Petter Moland de uma forma contemplativa. Na vida do protagonista, o que acontece é uma série de situações trágicas. Binh é tão segregado socialmente que seu sonho é abrir uma loja de sapatos de tanto observar os pés das pessoas ao sempre olhar para baixo. Enquanto as pessoas normais reconhecem os outros olhando nos olhos, Binh aprende a fazer isso pelos pés. Apesar da trágica história, o diretor é capaz de extrair o que há de belo em tudo isso, especialmente por meio das imagens. O protagonista passa por uma série de lugares e situações que só provam que ele não pertence a nenhum deles. Não por ser feio, como todos teimam em dizer, ou mesmo desajeitado, mas por ser sensível demais perante tanta barbárie em sua volta. E a beleza chega no final de uma forma simples, como é Uma Vida Nova: simples, trágico e belo.

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