VAI QUE DÁ CERTO

VAI QUE DÁ CERTO

(Vai Que Dá Certo)

2013 , 87 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 22/03/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Maurício Farias

    Equipe técnica

    Produção: Silvia Fraiha

    Distribuidora: Imagem Filmes

  • Crítica

    18/03/2013 19h00

    Filmes cômicos fazem sucesso em todo o mundo e aqui, no Brasil, não é diferente. Invariavelmente, a cada ano, uma ou mais comédias figuram entre as maiores bilheterias do país. Atrás desse público ávido por descontração e risos, muito se produz, muito se arrecada e pouco se faz de verdadeiramente bom.

    Boa parte dessas produções, inclusive, é realizada no melhor estilo “vai que dá certo...”. E muitas dão, mesmo que sofríveis. A brincadeira, no entanto, não vale para este filme que carrega a expressão no título. Vai que dá Certo é uma comédia eficiente, de situações cômicas bem arquitetadas e de fato divertidas. E o motivo é simples: seu diretor e autor, Maurício Farias, investiu no roteiro e não somente na capacidade cômica de seu elenco para fazer rir.

    Ter grandes nomes do humor no cast não é sinônimo de sucesso para uma comédia, nem garantia de que esta será engraçada. Casos recentes, como os lamentáveis Os Penetras e Totalmente Inocentes, deixam claro a armadilha. Isso, claro, não significa desmerecer o talento da trupe afiada que compõe o elenco. Eles, no entanto, brilham em conjunto por estarem sustentados sobre argumento sólido. Nos identificamos de imediato com os tipos e somos convencidos de que são amigos de velha data. Entramos na realidade dos personagens, condição sine qua non para se curtir um filme, qualquer filme.

    Danton Mello interpreta um músico que toca em barzinhos e toma um pé na bunda da mulher por não ter um emprego estável. Seus amigos não vão melhor que ele. Os irmãos interpretados por Fábio Porchat e Gregório Duvivier (ótimo!) sobrevivem dos parcos ganhos de uma locadora de games. Felipe Abib, professor de inglês, completa a turma de malsucedidos na vida. O amigo dos tempos de escola que faz inveja ao grupo é vivido por Bruno Mazzeo, político que enriqueceu como os políticos brasileiros costumam ganhar dinheiro costumeiramente.

    Arrasado e se vendo obrigado a voltar a morar com a mãe, Rodrigo (Mello) resolve aceitar o emprego oferecido pelo primo (Lúcio Mauro Filho) como motorista numa empresa de transporte de valores. Mas este não quer simplesmente fazer um favor ao parente, mas colocar em prática seu plano de assaltar a empresa onde trabalha. A cena na qual o personagem de Lúcio Mauro faz a proposta ao primo, dentro de um carro-forte, está entre as mais hilárias do filme.

    O plano parece perfeito e eles só precisam de três comparsas para por a ideia em prática. Bem, vocês já sabem quem são. Claro que o bando de neófitos no crime vai meter-se em muitas trapalhadas e o tal “golpe perfeito” se mostrará não tão perfeito assim. As inúmeras confusões envolvem traficantes de armas, policiais corruptos, o amigo político rico, um militar senil - interpretado por Lúcio Mauro (o pai) - e o alvo amoroso do personagem de Fábio Porchat, vivida pela sempre competente Natália Lage.

    O diretor Maurício Farias alimentava a ideia de levar esse filme às telas desde a década de 90. De lá pra cá seu argumento foi trabalho por ele e pelos roteiristas Bernardo Guilherme, Marcelo Gonçalves e, recentemente, por Fábio Porchat. A dedicação e o tempo dedicado ao roteiro fez a comédia funcionar a contento. Ao subir dos créditos tem-se aquela sensação de enlevo advinda do riso. E se uma comédia não consegue isso, pecou em algum lugar. Vai que dá Certo não peca.

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