VAMPIROS DO DESERTO

VAMPIROS DO DESERTO

(The Forsaken / Desert Vampires)

2001 , 115 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • J. S. Cardone

    Equipe técnica

    Roteiro: J. S. Cardone

    Produção: Carol Kottenbrook, Scott Einbinder

    Fotografia: Steven Bernstein

    Trilha Sonora: Johnny Lee Schell, Tim Jones

    Estúdio: Sandstorm Films

    Elenco

    A.J. Buckley, Alexis Thorpe, Brendan Fehr, Carrie Snodgress, Izabella Miko, Johnathon Schaech, Kerr Smith, Matt Reid, Phina Oruche, Simon Rex

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Kerr Smith e Brendan Fehr, a mesma dupla do terror adolescente Premonição, estão de volta em mais um filme feito especificamente para assustar e divertir o público jovem: Vampiros do Deserto. Uma produção de pequeno orçamento (US$ 5 milhões) e idéias menores ainda.

    O filme mostra Sean (Kerr Smith), um jovem editor de cinema que se propõe a cruzar os Estados Unidos de carro para participar do casamento de sua irmã. Logo na primeira noite que passa num motel, ele escuta ruídos estranhos no quarto ao lado, mas resolve não se envolver. Na manhã seguinte, Sean dá carona a Nick (Brendan Fehr), sem saber que estaria iniciando uma sangrenta caçada de morte contra um bando de jovens vampirizados e assassinos.

    Em determinada cena, Nick aconselha Sean a esquecer tudo o que ele viu em Drácula, de Francis Ford Coppola. É melhor mesmo. Qualquer comparação entre este tosco Vampiros do Deserto e o clássico de Coppola seria, no mínimo, covardia. A premissa básica de Vampiros do Deserto é completamente diferente da conhecida e tradicional história do príncipe romeno Vlad. De acordo com o filme, na época das Cruzadas, houve um terrível ataque à Antióquia, onde os turcos massacraram 200 cavaleiros franceses. Apenas nove homens sobreviveram, condenados a apodrecer abandonados. Ao fim da noite, Abaddon, o anjo do inferno, apareceu entre eles, oferecendo-lhes a vida eterna. Oito dos homens aceitaram e selaram o pacto, assassinando o cavaleiro que havia recusado a proposta e bebendo seu sangue. Ao amanhecer, porém, os sobreviventes sentiram uma terrível vergonha e fugiram dos olhares uns dos outros, escondendo-se em cavernas até o cair da noite. A partir daí, foram condenados a vagar pela Terra, sozinhos pela noite e perseguidos por uma sede insaciável de sangue. Eles ficaram conhecidos como Vampiros e dois deles ainda estariam vagando pelos Estados Unidos.

    A história não é má. O filme, sim. Todo este relato, de grande potencial cinematográfico, é apenas narrado verbalmente durante Vampiros do Deserto. Não há sequer uma imagem que ilustre a lenda. Este excesso de verborragia e ausência de cinematografia vai se repetir em várias outras oportunidades durante a ação, em que momentos teoricamente importantes do roteiro serão apenas narrados e nunca filmados. Isso, aliado à falta de originalidade das perseguições, faz de Vampiros do Deserto um filme totalmente descartável.

    Justificando seu sobrenome, a jovem atriz polonesa Izabella Miko, no papel de Megan, passa praticamente o filme inteiro desacordada ou gritando. Mais um mico pago pela garota que, depois de atuar em três filmes na Polônia, estreou no cinema americano no fraco Show Bar.

    O escritor e diretor J.S. Cardone já havia realizado outros filmes no gênero, como Um Assassinato na Estrada, Um Crime Quase Perfeito ou Limite da Loucura, todos sem muita repercussão.

    Economize seu dinheiro.

    3 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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