VAN HELSING - O CAÇADOR DE MONSTROS

VAN HELSING - O CAÇADOR DE MONSTROS

(Van Helsing)

2004 , 130 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Sommers

    Equipe técnica

    Roteiro: Stephen Sommers

    Produção: Bob Ducsay, Stephen Sommers

    Fotografia: Allen Daviau

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Estúdio: Universal Pictures

    Elenco

    David Wenham, Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, Shuler Hensley, Will Kemp

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A Universal Pictures está desenterrando - literalmente - algumas das peças mais importantes de seu patrimônio histórico. A empresa que popularizou os filmes de terror no mercado norte-americano, nos anos 30, aposta agora suas fichas em ícones que arrepiaram as antigas platéias: Lobisomem, Drácula, Frankenstein e Van Helsing... quem? Isso mesmo, Van Helsing. Para quem não se lembra, o professor responsável pela morte de Drácula no filme homônimo de 1931. Na ocasião, o papel foi de Edward Van Sloan.

    Este novo Van Helsing é totalmente diferente do personagem original. E põe diferente nisso! O novo roteiro faz uma colcha de retalhos dos antigos monstros da Universal e imagina a seguinte história: Drácula seria o patrocinador das pesquisas do Dr. Victor Frankenstein. A idéia do famoso conde romeno é se aproveitar da tecnologia desenvolvida pelo Dr. Victor para ele próprio criar milhares de filhos-vampiros com suas três noivas. Para isso, faz parte do projeto aproveitar a energia vital do Lobisomem. Van Helsing, um matador profissional de aberrações que atua sob as ordens do Vaticano, não pode deixar que isso aconteça.

    Entendeu? Não importa. Van Helsing - O Caçador de Monstros não é um filme para ser entendido, mas sim curtido. Com muita pipoca e refrigerante. O ritmo é simplesmente alucinante. A ação já começa com força total, em preto e branco, com fotografia estilizada de Allen Daviau (ex-colaborador de Spielberg) homenageando as antigas produções que o inspiraram. Mas calma! A cor vem logo em seguida. O tom é "over". Os atores recitam suas falas à moda antiga, de maneira teatral, lançam olhares cínicos e parecem estar se divertindo muito durante a filmagem. A trilha sonora é exageradamente hilariante. Tudo para ressaltar que Van Helsing é, no fundo uma grande reverência, uma grande brincadeira com o terror clássico pós-quebra da Bolsa de Nova York.

    A direção de arte é de encher os olhos. Com belíssimas locações em Paris e na República Checa, o filme tem um ar gótico perfeitamente coerente com seu tema, ambientação escura, guarda-roupa caprichado e efeitos especiais irregulares (ainda tem algumas criaturas digitais que se movem como o Hulk). Para curtir Van Helsing em toda a sua intensidade, um fator dos mais importantes - fora a pipoca - é não levar o filme a sério. Mesmo porque ele próprio não se leva. Trata-se de uma boa comédia travestida de filme de terror. Ou de ação. Repare como o roteirista e diretor Stephen Sommers (o mesmo de A Múmia) brinca com várias referências do cinema. A cena em que Van Helsing recebe as bugigangas tecnológicas do fiel escudeiro Carl (David Wenham) é, sem tirar nem pôr, uma referência a James Bond recebendo o material de trabalho de "Q". O personagem Van Helsing, assim como o Wolverine de X-Men, também não tem memória nem conhecimento de suas origens. E - oh! - ambos são vividos pelo mesmo ator, Hugh Jackman. E o monstro de Frankenstein não guarda uma incrível semelhança com o seu "igual" da comédia O Jovem Frankenstein, de Mel Brooks?

    Enfim, relaxe na poltrona, deixe o senso crítico do lado de fora do cinema, e curta Van Helsing sem preconceitos. De preferência, numa matinê.

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