VANILLA SKY

VANILLA SKY

(Vanilla Sky)

2001 , 135 MIN.

14 anos

Gênero: Romance

Estréia: 25/01/2002

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cameron Crowe

    Equipe técnica

    Roteiro: Alejandro Amenábar, Cameron Crowe, Mateo Gil

    Produção: Paula Wagner, Tom Cruise

    Fotografia: John Toll

    Trilha Sonora: Mike McCready, Nancy Wilson

    Estúdio: Artisan Entertainment, Cruise/Wagner Productions, Paramount Pictures, Sociedad General de Cine (SOGECINE) S.A, Summit Entertainment, Vinyl Films

    Distribuidora: UIP

    Elenco

    Cameron Diaz, Jason Lee, Johnny Galecki, Ken Leung, Kurt Russell, Penélope Cruz, Tom Cruise

  • Crítica

    25/01/2002 00h00

    David (Tom Cruise) é um executivo nova-iorquino, bem-sucedido e perturbado. Ele tem pesadelos estranhos que, algumas vezes, se misturam à sua realidade. Na condição de herdeiro inseguro do império de seu pai, ele acredita que todos os demais diretores de sua empresa estejam lhe preparando um golpe. Eventualmente, mantém relações com a bonita Julie (Cameron Diaz), mas a moça está à procura de um relacionamento estável. Ao encontrar Sofia (Penélope Cruz), David acredita que sua vida vai melhorar, mas, a partir daí, tudo só piora: os pesadelos, o delírio, os relacionamentos.

    Vanilla Sky é baseado no filme espanhol Abre los Ojos (no Brasil, Preso na Escuridão), que Alejandro Amenábar (o mesmo diretor de Os Outros) dirigiu há dez anos. Mas apenas “levemente” baseado, já que as duas versões saem do mesmo ponto de partida, mas se desenvolvem de maneira bastante diferente. Como costuma acontecer nestes casos, o original europeu é mais envolvente, reflexivo e profundo, enquanto a refilmagem norte-americana é sempre mais espetaculosa e superficial. A regra pode ser aplicada também no caso de Vanilla Sky.

    Talvez o primeiro grande problema do filme seja o fato de seu roteiro entregar, logo nas primeiras cenas, que será opção do diretor misturar sonho com realidade. Quantas vezes o público pode ser surpreendido, depois que esta dica importante já foi, a princípio, revelada? Fica-se sempre na expectativa do que pode ser delírio do personagem principal ou do que possa ser realmente fato. Uma “brincadeira” que perde a graça rapidamente. Assim, entre sonhos e realidades, David vai passando por um turbilhão de emoções paranóicas, no qual acaba arrastando também algumas pessoas que o cercam.

    Não fique preocupado se, em determinado momento do filme, você perceber que não está entendendo nada. Pouca gente está! Mas relaxe confortavelmente na poltrona do cinema e não se esqueça que Vanilla Sky é um filme norte-americano. Ou seja, em seu devido tempo tudo lhe será cuidadosamente explicado para que você saia do cinema sem dúvidas. Os produtores sabem muito bem que fazer o público pensar não é uma boa estratégia de marketing. E muita gente fica furiosa quando sai do cinema sem entender todos os porquês da trama, tim tim por tim tim.

    A cena final, passada no alto de um edifício, é digna do velho seriado de televisão do Batman, em que os criminosos falavam, detalhadamente, qual era, afinal, o grande plano.

    Não se importe também se você não compreender exatamente qual a importância do título Vanilla Sky (Céu de Baunilha). Trata-se apenas de um nome bonito que o diretor Cameron Crowe queria ter colocado no seu filme anterior, Quase Famosos, mas acabou desistindo.

    22 de janeiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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