VELOZES E FURIOSOS 5 - OPERAÇÃO RIO

VELOZES E FURIOSOS 5 - OPERAÇÃO RIO

(Fast Five)

2011 , 134 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 06/05/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Justin Lin

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Morgan, Gary Scott Thompson

    Produção: Michael Fottrell, Neal H. Moritz, Vin Diesel

    Fotografia: Stephen F. Windon

    Trilha Sonora: Brian Tyler

    Estúdio: One Race Productions, Original Film, Universal Pictures

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alimi Ballard, Andy Rosa Adler, Arlene Santana, Arturo Gaskins, Benjamin Blankenship, Carlos Sanchez, Corey Michael Eubanks, Don Omar, Dwayne Johnson, Elsa Pataky, Esteban Cueto, Fernando Chien, Gal Gadot, Geoff Meed, Jay Jackson, Jeirmarie Osorio, Joaquim de Almeida, Jordana Brewster, Joseph Melendez, Kent Shocknek, Ludacris, Luis da Silva Jr., Luis Gonzaga, Mark Hicks, Matt Schulze, Michael Irby, Michelle Rodriguez (arquivo de vídeo), Paul Walker, Pedro García, Sharon Tay, Sung Kang, Tego Calderon, Tyrese Gibson, Vin Diesel, Yorgo Constantine

  • Crítica

    02/05/2011 10h10

    O Rio de Janeiro realmente é a bola da vez, também no cinema. Depois do sucesso da animação Rio e da passagem do Casal Crepúsculo pela Cidade Maravilhosa, chegou a vez da estréia do quinto episódio da franquia Velozes & Furiosos, agora com o subtítulo Operação Rio. Um subtítulo que não é gratuito: toda a ação desta nova aventura realmente se passa na cidade do Rio de Janeiro. Não que todas as locações foram feitas lá, isso é visível (a cena do trem pelo deserto, por exemplo, não tem nada de Brasil), mas, dramaturgicamente falando, tudo acontece no Rio. (Nossa, jamais poderia pensar que usaria a expressão “dramaturgicamente falando” em Velozes & Furiosos 5).

    Desta vez, o grandalhão Dominic (Vin Diesel), o bonitão Brian (Paul Walker) e sua bela companheira Mia (a panamenha filha de brasileira Jordana Brewster) vão realizar um megarroubo de US$ 100 milhões contra o poderoso criminoso Reyes (nome “adaptado” para Reis nas legendas brasileiras), interpretado pelo ator português Joaquim de Almeida, que vem se especializando em vilões. O problema é que Reyes, como chefão do crime organizado carioca, tem a cobertura de vários setores da polícia, além do fato de sua fortuna estar fortemente protegida.

    O simpático trio de contraventores, então, terá de montar um time altamente capacitado de bandidos para colocar a mão no dinheiro. E mais: eles enfrentarão a ira e a astúcia de Hobbs (o também grandalhão Dwayne Johnson), uma espécie de bam-bam-bam da polícia internacional, com carta banca para operar no Brasil.

    Torceremos então pelos bandidos? Sim, mas são ladrões que querem roubar ladrão, tendo assim cem anos de perdão. São ladrões simpáticos, que só querem o dinheiro para seguirem livres em suas vidas. Então tá. E como diz uma das cenas que mais causou polêmica quando o filme foi exibido numa sessão para a imprensa paulista, “seu erro é achar que ainda está na América”.

    Explicando a cena. Dominic e sua turma, todos procurados pela polícia, estão se divertindo no Rio de Janeiro, em meio a um monte de rapazes e garotas que curtem carros velozes e “rachas” pelas ruas. Chega Hobbs com um monte de guardas e dá voz de prisão a Dominic, que por sua vez fala ao policial: “Seu erro é achar que ainda está na América”. Neste momento, dezenas daqueles rapazes e moças puxam de suas centenas de armas e as apontam contra os policiais, que preferem bater em retirada. Dominic grita, vitorioso: “Isto é Brasil!!!”

    Polêmico. A cena fere frontalmente nossa autoestima. Mas também não dá pra dizer que eles estejam totalmente errados. Bobagem também ficar falando que o filme espezinha o Brasil. O filme americano geralmente espezinha indiscriminadamente qualquer outra cultura que não seja a deles mesmos. Tadinhos dos mexicanos, que já se cansaram de “apanhar” dos arquétipos hollywoodianos. Não é nada pessoal, é só a síndrome de Donos do Mundo que eles têm.

    Mas voltando ao filme propriamente dito, a tal cena, isoladamente, está longe de ser o problema de Velozes & Furiosos 5. Pensando unica e exclusivamente com a cabeça de quem vai ao cinema apenas por diversão (é o caso de quem entra neste filme, correto?) este quinto episódio é insatisfatório em dois quesitos básicos: humor e ação. O humor é raro e fraco, carente de bons diálogos ou situações realmente bem construídas. E, por incrível que pareça, o filme tem “barrigas” (aqueles momentos sonolentos em que o pique cai) e faltam boas cenas de perseguições com automóveis, que é, ou deveria ser, o DNA da franquia. Até a sequência final (não, não vamos contar), que promove uma verdadeira destruição pelas ruas cariocas, tem um sério problema de credibilidade, com os carros arrastando aquele enorme… bom, você vai ver. Não é necessário ter compromisso fiel com a realidade, mas um pouco de verossimilhança faz bem a qualquer roteiro.

    Falando em verossimilhança, um outro momento chama a atenção pela sua imprecisão histórica. Reyes fala que os espanhois, quando invadiram a América, o fizeram com violência, enquanto os portugueses foram mais políticos, distribuindo presentinhos aos índios, conquistando-os e depois os forçando a trabalhar. Até aí, tudo bem. O problema é que ele arremata dizendo que é por isso que no Brasil se fala português. Bom, e o resto da América Latina fala espanhol por quê?

    Geopolíticas a parte, por mais que se baixe o nível de expectativa para este tipo de aventura, Velozes & Furiosos 5 falha na questão que se propõe com mais objetividade: entretenimento. Vin Diesel e sua turma estão menos velozes e menos furiosos desta vez.

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