Poster de Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio

VELOZES E FURIOSOS: DESAFIO EM TÓQUIO

(The Fast and the Furious: Tokyo Drift)

2006 , 104 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 11/08/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Justin Lin

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Morgan

    Produção: Neal H. Moritz

    Fotografia: Stephen F. Windon

    Trilha Sonora: Brian Tyler

    Estúdio: Original Film, Relativity Media, Universal Pictures

    Elenco

    Aiko Tanaka, Alden Villaverde, Amber Stevens, Ashika Gogna, Atley Siauw, Bow Wow, Brandon Brendel, Brian Goodman, Brian Tee, Caroline de Souza Correa, Christian Salazar, Damien Marzette, Daniel Booko, Danny Ray McDonald II, David V. Thomas, Hidesuke Motoki, Hiroshi Hatayama, Jason Tobin, Jimmy Lin, Joey Crumpton, Kaila Yu, Kazuki Namioka, Kazutoshi Wadakura, Keiichi Tsuchiya, Keiko Kitagawa, Kevin Caira, Koji Kataoka, Leonardo Nam, Lucas Black, Lynda Boyd, Mari Jaramillo, Mikiko Yano, Mitsuki Koga, Mitsuru Ôno, Nathalie Kelley, Nikki Griffin, Rie Shibata, Satoshi Tsumabuki, Shôko Nakagawa, Silvia Suvadova, Sonny Chiba, Stuart W. Yee, Sung Kang, Tak Kubota, Tina Tsunoda, Toshi Hayama, Toshio Ariki, Trey Sanford, Trula M. Marcus, Verena Mei, Vincent Laresca, Wendy Watanabe, Yôko Maki, Zachery Ty Bryan

  • Crítica

    11/08/2006 00h00

    A vantagem de um filme como Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é que o público já sabe exatamente o que esperar. Portanto, assiste quem tiver interesse em carros. O terceiro filme da série foi dirigido por Justin Lin (Annápolis). O jovem cineasta manteve o ritmo vibrante e o glamour dos anteriores, mas, se retirarmos os automóveis envenenados e as competições clandestinas, não há como identificar uma seqüência nesta trilogia, nem mesmo uma linguagem visual similar. A começar pelo elenco, sem a presença de Paul Walker que atuou nos dois primeiros.

    O longa é protagonizado por Lucas Black (Cold Mountain e Tudo Pela Vitória) como Sean Boswell, um rebelde adolescente compulsivo por velocidade. Após mudar de várias cidades norte-americanas por se envolver em "rachas", vai para Tóquio morar com o pai militar, que tenta impor novas regras e impedir que vá parar em um reformatório. Sean bate de frente com a nova cultura, com a qual precisa se adaptar. Mas tudo fica mais fácil quando conhece o americano Twinkie (Bow Wow) que lhe apresenta o drift - disputa de carros que envolve velocidade e derrapagens em circuitos repletos de curvas - e Sean volta a se envolver em problemas. Em sua primeira corrida de drift, o adolescente perde para D.K. (Brian Tee), abreviação de Drift King, e destrói o carro de Han (Sung Kang). Ele terá de pagar a dívida, mas acaba encontrando um grande amigo que lhe ensina os truques da nova modalidade.

    Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é uma história adolescente, com personagens e problemas típicos da faixa etária, como a difícil adaptação em um novo colégio e, principalmente, uma nova cultura com códigos de honra diferenciados. O enredo é previsível, fraco e simples, utilizando fórmulas encontradas em todos os filmes voltados para o público mais jovem, como a presença da paixão impossível pela namorada do inimigo e a luta pela superação dos problemas no qual o mocinho sempre vence o mal. Seguindo a tradição da série, o elenco é recheado de rostinhos bonitos, mas só convencem dirigindo os carros de boca fechada.

    Tecnicamente, a fotografia do longa-metragem tenta encobrir os defeitos do roteiro, mas esqueça as simpáticas imagens computadorizadas que passeavam por dentro dos motores e inovaram nas edições anteriores. Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é um perfeito passatempo visual para os fãs do tuning - personalização de carros de acordo com o interesse do dono, prática bem evidente em Velozes e Furiosos -, principalmente em carros japoneses como Nissan. Difícil será agüentar o funk japonês do grupo Teriyaki Boys que faz parte da trilha sonora.

    Uma coisa não dá para negar: Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio faz você ter vontade de montar seu carro e acelerar por aí. Evidentemente, isso deve ficar só na vontade, pois os finais desses "rachas" ilegais não são tão felizes como acontece nos filmes. Vale sempre a pena lembrar que as cenas foram feitas por profissionais, com toda a segurança necessária.

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