Poster do filme Venom

VENOM

(Venom)

2018 , 118 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 04/10/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ruben Fleischer

    Equipe técnica

    Roteiro: David Michelinie, Jeff Pinkner, Kelly Marcel, Scott Rosenberg, Todd McFarlane, Will Beall

    Produção: Amy Pascal, Avi Arad, Matt Tolmach

    Fotografia: Matthew Libatique

    Trilha Sonora: Ludwig Goransson

    Estúdio: Columbia Pictures, Marvel Entertainment, Sony Pictures Entertainment (SPE)

    Montador: Alan Baumgarten, Maryann Brandon

    Distribuidora: Sony

    Elenco

    Al-Jaleel Knox, Brandon Morales, Christian Convery, Donald K. Overstreet, Gail Gamble, Jane McNeill, Jenny Slate, Mac Brandt, Marcella Bragio, Michelle Fang, Michelle Lee, Michelle Williams, Reid Scott, Riz Ahmed, Sam Medina, Scott Deckert, Scott Haze, Sope Aluko, Tom Hardy, Wayne Pére, Woody Harrelson

  • Crítica

    03/10/2018 17h05

    Por Daniel Reininger

    Acaba a luz no cinema. E esse é o melhor momento da cabine de imprensa de Venom. A sala inteira respira aliviada e os risos começam. Essa é a triste verdade sobre o novo filme da Sony, uma tentativa de explorar o universo do Homem-Aranha que dá tão errado, que é preciso de alguns segundos para refletir antes de entendermos que o melhor a fazer diante de tal desastre é rir da desgraça.

    Neste filme bizarro dirigido por Ruben Fleischer, a origem do personagem é reescrita para excluir a relação com o Homem-Aranha, o qual a Sony emprestou para a Marvel no momento. Na trama, simbiontes alienígenas são trazidos para a Terra e um bilionário quer fundi-los com hospedeiros humanos perfeitamente compatíveis para criar algo novo, mas se as coisas não derem certo, hospedeiro e o Simbionte podem morrer.

    Infelizmente, Venom não faz sentido e evita todos os elementos exagerados e potencialmente violentos que poderiam fazer desse filme algo tão divertido quanto Deadpool ou Guardiões Da Galáxia. O resultado é uma bagunça que não sabe se quer ser uma comédia, um romance, um drama sério sobre um anti-herói ou super-heróis para adultos. Na verdade, a sensação é retrocesso, afinal o longa nos lembra dos piores do gênero, como Mulher Gato e Lanterna Verde.

    Pois é, o diretor de Zumbilândia perdeu a mão e não soube manter um tom coerente. Os atores estão forçados, as atuações fracas e os diálogos ridículos. No papel, Tom Hardy parecia ideal como Eddie Brock, mas nem ele salva o filme, culpa em parte dos diálogos oferecidos a ele. Pelo menos consegue garantir o humor enquanto Eddie briga com Venom. Já Michelle Williams está estranhamento apática como Anne Weying, noiva de Brock, e falta química ao casal. Já Riz Ahmed está totalmente fora de tom como antagonista genérico.

    Além disso, o longa não se esforça para justificar o vínculo entre Eddie e o Simbionte. É só uma questão genética? Personalidades similares? O roteiro nem tenta explorar como funciona a união desses dois seres e isso se torna apenas uma questão estética para as cenas de porrada. No terceiro ato, isso faz muita falta para justificar motivações, mas não vou explorar isso para evitar spoilers.

    Por sinal, as cenas de ação são mal dirigidas e não empolgam em nenhum momento. Filmes como Hulk, Mulher-gato e Batman & Robin voltam à cabeça durante a sessão. Os efeitos são fracos, descuidados mesmo, e até a montagem e fotografia sofrem. Pior, a trilha sonora não faz sentido algum com as cenas e tudo parece deslocado. É como se o filme tivesse sido feito às pressas, só para aproveitar a hype criada pelo Homem-Aranha de Tom Holland (e provavelmente esse foi o caso, vamos ser sinceros).

    O longa depende demais do seu humor adolescente e de piadas grosseiras, o que não combina com o personagem. Fica clara a intenção de Fleischer fazer um filme para adultos, afinal ele sempre flerta com cenas sangrentas, mas nunca vai além, para manter o filme adequado para os jovens. É triste ver um filme com tanto potencial acabar entrando para a lista de piores produções baseadas em quadrinhos.

    Venom poderia ser um filme intenso, divertido, pesado, assustador, mas a indecisão de qual caminho seguir colocou o longa no limbo. E as coisas ainda pioram na cena pós-créditos. Pois é, se você achou que não tinha como errar numa cena pós-créditos, vai reavaliar esse conceito depois de ver essa produção. Já a segunda cena mais parece um pedido de desculpas e uma lembrança de algo incrível que está por vir desse universo. É o que resta agora.

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