VERÔNICA

VERÔNICA

(Verônica)

2008 , 87 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 06/02/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Maurício Farias

    Equipe técnica

    Roteiro: Bernardo Guilherme, Maurício Farias

    Produção: Silvia Fraiha

    Fotografia: José Guerra

    Trilha Sonora: Toninho Muricy

    Elenco

    Ailton Graça, Andréa Beltrão, Andréa Dantas, Camila Amado, Flávio Migliaccio, Giulio Lopes, Jorge Lucas, Marco Ricca, Matheus de Sá, Patrícia Selonk

  • Crítica

    06/02/2009 00h00

    Na cinematografia brasileira, não há muito espaço para filmes de ação - em comparação aos dramas, por exemplo -, tão populares quando falamos de Hollywood. Verônica, novo longa de Maurício Farias (O Coronel e o Lobisomem), tenta explorar esse vazio.

    Tenta, mas não consegue. Salvo pela excelente atuação de Andréa Beltrão - que abandona a já consagrada carreira relacionada às atuações cômicas para construir uma personagem cansada do magistério -, o filme pode ser considerado uma perda de tempo. Principalmente pelo roteiro, que não se sustenta, levando o espectador mais do que o tolerável às referências que busca no cinema de John Cassavetes e seu Gloria (1980).

    A história é sobre uma professora, Verônica (Andréa), que acaba se envolvendo sem querer num esquema de tráfico de drogas. Policiais estão envolvidos e ela tem de proteger um menino cujos pais acabam de ser assassinados; juntos, correm - e como correm! - para salvar suas próprias peles.

    O filme foi bastante aplaudido na primeira sessão dentro do último Festival do Rio. Não sei se foi pela presença maciça de amigos da equipe ou pelos espectadores terem gostado realmente do filme. Concordo que filmes de ação costumam cair no gesto popular, mas também concordo que nem por isso são todos bons.

    Verônica pode ter o mérito de explorar um gênero pouco abordado no cinema nacional, mas, pela forma como é desenvolvido - baseado em clichês, num roteiro pouco profundo que perde a força principalmente quando caminha para uma resolução -, perde em qualidade, mesmo com a direção convincente de Farias e a atuação surpreendente de Andréa. Desta forma, resulta num filme irregular, apesar das boas intenções.

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