VERONIKA DECIDE MORRER

VERONIKA DECIDE MORRER

(Veronika Decides to Die)

2008 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/08/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Emily Young

    Equipe técnica

    Roteiro: Larry Gross, Roberta Hanley

    Produção: Corinne Nordmann, Kevin Scott Frakes, Robert Ogden Barnum, Stephen Margolis

    Trilha Sonora: Murray Gold

    Estúdio: Das Films, Future Films, Muse Productions, PalmStar Entertainment, Velvet Steamroller Entertainment

    Elenco

    Adrian Martinez, Barbara Sukowa, David Thewlis, Erica Gimpel, Erika Christensen, Florencia Lozano, Holter Graham, Jonathan Tucker, Matthew Cowles, Melissa Leo, Rena Owen, Sarah Michelle Gellar, Victor Slezak, Waleed Zuaiter

  • Crítica

    19/08/2009 00h00

    Havia uma certa expectativa em relação à primeira adaptação cinematográfica de uma obra do escritor brasileiro Paulo Coelho. Infelizmente, a frustração foi maior. Veronika Decide Morrer, que Larry Gross (roteirista de 48 Horas) e Roberta Hanley (praticamente estreante) roteirizaram a partir do livro homônimo, resulta frio e sem emoção.

    A Veronika do título é Sarah Michelle Gellar (a Daphne de Scooby-Doo), garota depressiva que ingere um punhado de comprimidos para tentar se suicidar. Não consegue. Ela vai parar numa clínica de reabilitação, onde recebe do médico (David Thewlis, o Remus Lupin de Harry Potter) a notícia que, mesmo “salva” por um tempo, a ingestão de pílulas foi tamanha que ela morrerá rapidamente. Provavelmente, em menos de um ano. Veronika, então, fica mais depressiva ainda: além de ser incompetente em sua tentativa de suicídio, agora ainda terá de esperar para conseguir seu objetivo.

    A direção gélida da inglesa Emily Young (Kiss of Life) distancia tela e público. A empatia com os personagens não acontece, além de ser muito, muito difícil comprar a ideia de que o casal protagonista – depressivo até a medula – passe a enxergar a vida cor de rosa literalmente da noite para o dia, após uma altamente improvável “descoberta” do amor.

    Não dá liga. Não há credibilidade. Porém, mesmo partindo do pressuposto que – vá lá - os mais românticos estariam dispostos a engolir a trama, o final do filme é um primor de anti-cinema: uma carta qualquer, vinda do nada, narrada em off, explica verbalmente tudo aquilo que a direção, cinematograficamente, não conseguiu mostrar. Um desperdício.

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