VIAGEM MALDITA

VIAGEM MALDITA

(The Hills Have Eyes)

2006 , 107 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alexandre Aja

    Equipe técnica

    Roteiro: Alexandre Aja, Grégory Levasseur

    Produção: Marianne Maddalena, Peter Locke, Wes Craven

    Fotografia: Maxime Alexandre

    Trilha Sonora: Tomandandy

    Estúdio: Craven-Maddalena Films, Dune Entertainment, Major Studio Partners

    Elenco

    Aaron Stanford, Adam Perrell, Billy Drago, Dan Byrd, Desmond Askew, Emilie de Ravin, Ezra Buzzington, Gregory Nicotero, Ivana Turchetto, Judith Jane Vallette, Kathleen Quinlan, Laura Ortiz, Maisie Camilleri Preziosi, Maxime Giffard, Michael Bailey Smith, Robert Joy, Ted Levine, Tom Bower, Vinessa Shaw

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Gostaria de saber se há alguma regra entre os diretores de terror na qual diz que basta muito sangue e violência para resultar um bom longa-metragem do gênero. Viagem Maldita usou esta regra e fracassou. Bons sustos e boas mortes, isso é tudo que tem a oferecer, decepcionando o público que espera pela produção de Wes Craven, responsável por títulos como a trilogia Pânico e o clássico A Hora do Pesadelo. O diretor Alexandre Aja (Alta Tensão) tinha um bom argumento nas mãos, porém esqueceu de desenvolver um bom roteiro.

    O longa-metragem conta a história da família Carter que sai de férias para comemorar o aniversário de casamento dos pais. No meio da viagem, eles param em um posto de gasolina no meio do nada, onde o frentista indica um atalho para seguirem sua viagem. Em uma estrada totalmente deserta, o carro quebra após passar por uma armadilha. Sem saber o que os aguarda, Big Bob (Ted Levine), a confiante figura paterna, sai em busca de ajuda, enquanto sua família aguarda tranqüilamente. Bobby (Dan Byrd) é o caçula, porém o primeiro a perceber que estão sendo vigiados e algo aterrorizante está preste a acontecer. Evidentemente, ninguém acredita nele.

    Viagem Maldita é refilmagem de Quadrilha de Sádicos, de 1977, dirigido pelo próprio Wes Craven. Naquela época, assassinar uma família em férias, com o carro sabotado no deserto, poderia ser novidade, porém hoje é um dos maiores clichês entre os filmes de terror, talvez perdendo apenas para o tipo "adolescente desamparada e solitária".

    O filme faz uma crítica aos testes nucleares e, principalmente, às graves conseqüências de sua irregular utilização, mas o resultado é uma verdadeira "bomba atômica". As criaturas das montanhas sofreram mutações genéticas causadas pelos testes e carregam como seqüela as piores anomalias que um ser humano pode imaginar. Apesar de Viagem Maldita ter criaturas que se assemelham fisicamente ao Sloth - clássico personagem do filme Os Goonies -, o longa compensa algumas falhas por meio de efeitos visuais, principalmente utilizados na maquiagem dos seres cruéis e nas mortes violentas.

    Buscando se aproximar da linguagem e sucesso de O Massacre da Serra Elétrica, que conseguiu surpreender a todos com sua refilmagem de 2003, Viagem Maldita resulta num festival de acontecimentos previsíveis com um roteiro superficial, amparado visualmente em efeitos especiais. Mesmo assim, uma curiosidade mórbida o prenderá até o fim, criando uma tensão em torno da resolução do filme. Mas, infelizmente, nada se explica no enredo, a história fica solta para o público tirar sua própria conclusão. Talvez o mais decepcionante seja ter ficado um espaço aberto para futuras continuações.

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