Vic + Flo Viram um Urso

VIC E FLO VIRAM UM URSO

(Vic et Flo Ont Vu un Ours)

2013 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 19/06/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Denis Côté

    Equipe técnica

    Roteiro: Denis Côté

    Produção: Stéphanie Morissette, Sylvain Corbeil

    Fotografia: Ian Lagarde

    Estúdio: Metafilms, Super Écran

    Distribuidora: Zeta Filmes

    Elenco

    Dany Boudreault, Georges Molnar, Guy Thauvette, Inka Malovic, Johanne Haberlin, Marc-André Grondin, Marie Brassard, Olivier Aubin, Pier-Luc Funk, Pierrette Robitaille, Ramon Cespedes, Raoul Fortier-Mercier, Romane Bohringer, Ted Pluviose

  • Crítica

    16/06/2014 21h00

    Este filme canadense envolve o público de maneira inusual. São com pedaços de contexto que o diretor e roteirista Denis Côté vai montando sua trama. Mas mesmo com edição sustentada em elipses, com personagens que aparecem sem aviso e quebrando a todo instante a fluidez narrativa, Vic e Flo Viram Um Urso consegue, com seu enredo de eventos implícitos, contar sua história.

    A Vic (Pierrette Robitaille) e Flo (Romane Bohringer) do título são duas amantes e ex-presidiárias que estão recomeçando a vida depois de anos de cárcere. Vão morar numa casa isolada na floresta onde a vida pacata só é interrompida pelas reuniões periódicas que são obrigadas a ter com o agente responsável pela liberdade condicional (Marc-André Grondin), com que tem um relação entre conflituosa e afetiva.

    O casal esforça-se por usufruir da tranquilidade e liberdade por tanto tempo desejada, mas sua nova vida revela-se mais complexa do que poderiam imaginar. A ameaça, a princípio, parece estar somente no incômodo de Flo em ficar isolada no meio do mato. Vic, a mais velha, parece pressentir que não vai conseguir segurar seu grande amor fora dos muros da prisão. Mas a ameaça também é externa e tem haver com o passado obscuro de Flo na vida do crime.

    Falando assim parece um arco dramático bem simples, e é. Mas Denis Côté esforça-se para provocar estranhamento e tirar o espectador de sua zona de conforto. E consegue, seja pela forma como limita o número de informações sobre o passado e motivações de seus personagens, seja com sua marcial e retumbante trilha sonora.

    Mas o experimentalismo em Vic e Flo Viram Um Urso funciona. O realizador administra bem suas pretensões narrativas fora de eixo e, o mais importante, faz isso sem deixar de construir personagens fortes e intensos. A sequência final é angustiante, imprevista e um tanto sádica. Vai te pegar pelo pé, acredite.

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