VIDA BANDIDA

VIDA BANDIDA

(Bandits)

2001 , 123 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Barry Levinson

    Equipe técnica

    Roteiro: Harley Peyton

    Produção: Ashok Amritraj, Barry Levinson, David Hoberman, Michael Berk, Michael Birnbaum, Paula Weinstein

    Fotografia: Dante Spinotti

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Estúdio: Baltimore Spring Creek Productions, Cheyenne Enterprises, Empire Pictures, Epsilon Motion Pictures, Hyde Park Entertainment, Lotus Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

    Elenco

    Alfred De Contreras, Anthony Burch, Azura Skye, Billy Bob Thornton, Bobby Slayton, Brían F. O'Byrne, Bruce Willis, Carrie Casano, Cate Blanchett, Cindy Goldfield, Darryl D. Stewart, Erin-Kate Whitcomb, Giulio Magnolia, Greg Wilmarth, Heather Mathieson, Jane Velez-Mitchell, January Jones, Jaye K. Danford, Jennifer York, Joan Palmateer, Joe Unitas, John Evans, John Harrington Bland, José Guillermo García, Kerry Kilbride, Kim Bogus, Louis Mullen-LeRay, Maya Rossi, Mia Lee, Michael Birnbaum, Michael X. Sommers, Micole Mercurio, Peggy Miley, Peter Hutchison, Peter Weireter, Rich Sickler, Richard Riehle, Rick Shuster, Rose Aispuro, Sam Levinson, Scott Burkholder, Scout LaRue Willis, Stacey Travis, Tallulah Belle Willis, Troy Garity, William Converse-Roberts

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A produção custou US$ 80 milhões. Faturou somente a metade nas bilheterias norte-americanas. Que pena! Quem não viu Vida Bandida perdeu um show de interpretações num dos filmes mais deliciosamente cínicos do ano.

    A primeira cena mostra dois assaltantes e seus reféns no interior de um banco. Do lado de fora, policiais às pencas. Pelo jeito, tudo vai dar errado. Inicia-se um longo flash-back que vai explicar como e por que os criminosos Joe (Bruce Willis) e Terry (Billy Bob Thornton) chegaram até aquela situação limite.

    O genial roteiro de Harley Peyton (o mesmo de vários episódios do seriado de TV Twin Peaks) mistura com maestria boas doses de ação, romance, comédia e policial. O tempero predominante é o sarcasmo. Não faltam críticas à superficialidade da cultura americana - que adora idolatrar seus criminosos mais populares -, à mídia e às autoridades constituídas.

    Willis e Thornton, em papéis diametralmente opostos, esbanjam química e empatia. E Thornton, especificamente, tem mais uma grande oportunidade de exibir outra vez o seu lado camaleão, transformando-se a cada novo disfarce da dupla. Quase na metade do filme, a dona de casa frustrada Kate (Cate Blachett, de Elizabeth, num dos melhores momentos de sua carreira) entra em cena e personifica com muito bom humor o tédio e a falta de perspectivas de uma burguesia sem sentido. Tudo sob a direção sempre competente de Barry Levinson, o mesmo de Bom Dia Vietnã, Avalon, Rain Man e Bugsy, entre outros.

    O cinema não via criminosos tão carismáticos desde Butch Cassidy e Sundance Kid. Não perca.

    3 de dezembro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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