VIDA QUE SEGUE

VIDA QUE SEGUE

(Moonlight Mile)

2002 , 112 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Silberling

    Equipe técnica

    Roteiro: Brad Silberling

    Produção: Mark Johnson/ Brad Silberling

    Fotografia: Phedon Papamichael

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Touchstone Pictures

    Distribuidora: Buena Vista Home Entertainment

    Elenco

    Aleksia Landeau, Dustin Hoffman, Ellen Pompeo, Holly Hunter, Jake Gyllenhaal, Sean Conant, Susan Sarandon

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Diretor eminentemente de televisão, Brad Silberling só havia realizado dois longas para o cinema antes de Vida que Segue: Cidade dos Anjos e Gasparzinho. Neste seu terceiro filme para a tela grande, Silberling escreve e dirige um drama amargo baseado em fatos que marcaram sua própria vida.

    Logo na primeira cena, a narrativa já causa estranheza: numa manhã qualquer, Ben (Dustin Hoffmann) acorda o jovem Joe (Jake Gyllenhaal, de Por um Sentido na Vida) com alguma euforia. Há um clima de ansiedade no ar. JoJo (Susan Sarandon), esposa de Ben, também compartilha da agitação. Em alguns minutos, o espectador fica sabendo que Joe era o noivo da filha de Ben e JoJo e todo o clima eufórico do casal – que prenunciava uma suposta festa ou coisa parecida –, na verdade, era devido ao funeral da garota, que estava prestes a ser iniciado. Não se compreende, porém, porque todos parecem tão bem-humorados para ir a um enterro.

    É a partir deste inquietante prólogo que o diretor e roteirista Silberling conta a história de três pessoas que, de uma forma ou de outra, preferiram se deixar enganar a encarar a realidade. Ben projeta em Joe - que seria em tese seu futuro genro - tudo o que ele gostaria de ter realizado com a filha morta e não conseguiu. JoJo tem plena consciência do fracasso de seu casamento, mas prefere deixar as coisas como estão. E o jovem Joe também tem um segredo que – até quase o final do filme - prefere deixar escondido. São três pessoas tristes que armam todos os tipos de subterfúgio para assim não parecerem. São almas que formam um triângulo interdependente, em que a queda de um dos lados fatalmente desmanchará toda a frágil estrutura de relacionamentos mentirosos.

    Sem dúvida, um filme com esta temática só poderia mesmo ter o estilo que tem: sóbrio, quase sombrio, triste. Não é um filme de puro entretenimento, mas sim um mergulho nas dores do próprio cineasta, que perdeu sua noiva, a atriz Rebecca Shaeffer, assassinada por um fã obcecado, em 1989.

    Vida que Segue é o expurgo de uma dor.

    14 de novembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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