VIPS

VIPS

(VIPs)

2010 , 98 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/03/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Toniko Melo

    Equipe técnica

    Roteiro: Bráulio Mantovani, Thiago Dottori

    Produção: Fernando Meirelles, Paulo Morelli

    Fotografia: Mauro Pinheiro Jr

    Estúdio: O2 Filmes

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Amaury Jr., Gisele Fróes, Jorge D'Elía, Juliano Cazarré, Norival Rizzo, Roger Golbeth, Wagner Moura

  • Crítica

    23/03/2011 16h16

    Existe uma certa fascinação pelos limites da farsa. Quantas pessoas é possível enganar de uma vez só, e por quanto tempo? Com quais benefícios e riscos? O tema foi bem explorado em Prenda-me se For Capaz e outros filmes, mas faltava uma nova visão brasileira deste assunto tão nacional que é a fraude. Não falta mais.

    A partir do livro VIPs: Histórias Reais de Um Mentiroso, de Mariana Caltabiano, Toniko Melo estreia na direção de longas com o festejado VIPs, grande vencedor do Festival do Rio do ano passado, onde levou os prêmios Melhor Filme, Ator (Wagner Moura), Ator Coadjuvante (Jorge D'Elia) e Atriz Coadjuvante (Gisele Fróes). Pode ter sido um exagero, principalmente porque Vips é muito mais um filme “de mercado” que “de festival’, para usar a terminologia vigente. Mas ele tem suas qualidades.

    De narrativa simples e linear, opção geralmente mais adequada para conquistar o grande público, Vips centra a trama em Marcelo (Wagner Moura), um rapaz meio perturbado, meio “for a do ar”, com uma incrível capacidade e cara de pau para elaborar as mais diversas mentiras. Sua motivação é voar, pilotar um avião, e para isso cria para si uma rede de pequenos golpes e contravenções que o levarão até o alto. No caso, literalmente.

    Mas o roteiro de Bráulio Mantovani e Thiago Dottori não julga muito menos condena o simpático personagem, para o qual invariavelmente acabamos torcendo. Ele prefere atribuir suas mentiras a algum distúrbio ou perturbação anterior de menor importância para a verossimilhança da história. Pincela aqui e ali uma psicologia de botequim, mas este não é o foco do trabalho. Marcelo não é um vilão. Ele não seria imoral, mas amoral, mesmo porque estes conceitos são cada dia menos definíveis. O importante é que o personagem consegue, na tela, o carisma necessário para que seja criada a tão necessária empatia com o público.

    O filme flui com segurança. Vindo da publicidade, da televisão e dos videoclipes, o diretor Toniko Melo optou pela simplicidade narrativa, pelo ritmo ágil, pelo discurso direto e pelo diálogo com o público. Funcionou. Apoiado pela produção sempre competente da O2 de Fernando Meirelles e pelo extremamente eficiente Wagner Moura, Toniko Melo faz uma estreia promissora que tem todos os requisitos para se transformar em mais uma boa bilheteria brasileira neste ano de 2011.

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