VIVA A FRANÇA

VIVA A FRANÇA

(En mai, fais ce qu'il te plaît)

2015 , 114 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 08/09/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Christian Carion

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrew Bampfield, Christian Carion, Laure Irrmann

    Produção: Christophe Rossignon, Philip Boëffard

    Fotografia: Pierre Cottereau

    Trilha Sonora: Ennio Morricone

    Estúdio: Nord-Ouest Productions

    Distribuidora: Fênix Filmes

    Elenco

    Alice Isaaz, August Diehl, Axelle Bossard, Carine Bouquillon, Constantin Lücke, Florence Masure, Franck Andrieux, François Godart, Golo Euler, Jacques Bonnaffé, Joshio Marlon, László Branko Breiding, Laurent Gerra, Mathilde Seigner, Matthew Rhys, Olivier Gourmet, Rose Lemaire, Sebastian Fischer, Simon Ferrante, Thomas Schmauser

  • Crítica

    06/09/2016 16h43

    Por Iara Vasconcelos

    A Segunda Guerra Mundial é um dos períodos mais representados pelo cinema, entretanto, estamos acostumados a ver o ponto de vista dos nazistas ou os horrores do holocausto. Em Viva A França, o diretor Christian Carion preferiu explorar o impacto que a guerra teve nos 8 milhões de franceses, que tiveram que deixar para trás seus vilarejos depois de ficar sob a mira dos alemães.

    Em 2005, Carion já tinha abordado o encontro entre os soldados franceses e alemães nas trincheiras da Primeira Guerra em Feliz Natal, onde eles chegam até a compartilhar um momento de trégua para comemorar. Entretanto, isso não se repete na guerra seguinte. A relação entre os dois países era tão antagônica, que falar a alemão em solo francês era passível de morte.

    A trama acompanha o pequena Max e seu pai, Hans, que precisam fugir para a França por se opor ao regime de Hitler. Hans acaba sendo preso em Arras depois que sua verdadeira nacionalidade é descoberta, então, Max acaba sendo cuidado pelos moradores de um pequeno vilarejo ao Norte, que deixam seus lares para tentar escapar da invasão germânica.

    Hans consegue sair da cadeia e começa uma jornada para encontrar o filho. Para isso, se alia a um soldado escocês e o apresenta segredos do exército alemão, que eram desconhecidos pelos franceses até então, mostrando o total despreparo para enfrentar as tropas inimigas.

    Fugindo um pouco do local comum de filmes do gênero, o cineasta evita takes muito longos e sequências cheias de explosões e sangue – apesar de ainda estarem lá – e opta por um lado mais emocional. Ele também busca quebrar a dicotomia nós x eles e humaniza os soldados alemães, mostrando que eles também têm medos, esperanças e uma família em casa.

    Viva a França resolve não arriscar e, como resultado, acaba não surpreendendo. O filme carece de intensidade e realismo. Ao explorar a emotividade, o cineasta perde um pouco a mão, deixando o filme com tom de melodrama. No fim, fica uma sensação amarga de que Carion e seu bom elenco poderiam entregar um resultado final mais empolgante e com sangue nas veias.

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