Cartaz de Viva a Liberdade

VIVA A LIBERDADE

(Viva La Libertà)

2013 , 97 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 10/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roberto Andò

    Equipe técnica

    Distribuidora: Europa Filmes

    Elenco

    Toni Servillo, Valeria Bruni Tedeschi, Valerio Mastandrea

  • Crítica

    09/07/2014 16h17

    O ator italiano Toni Servillo, conhecido pelo trabalho no premiado A Grande Beleza, volta às telas em dose dupla neste filme que faz uma crítica bem-humorada e mordaz à classe política italiana dos dias atuais. Servillo interpreta irmãos gêmeos que trocam de identidade quando um deles, o senador Enrico Oliveri, em baixa nas pesquisas, resolve sumir por uns tempos e refletir sobre a vida.

    Desesperado com o sumiço do chefe e tendo pela frente uma agenda cheia de compromissos de campanha, seu assistente Andrea Bottini (Valerio Mastandrea) decide substituir Enrico provisoriamente por seu irmão gêmeo Giovanni, um filósofo e humanista excêntrico que passou os últimos anos internado num manicômio. Enquanto Enrico tenta recuperar a serenidade e alegria de viver se refugiando na casa de um amor do passado, Giovanni começa a fazer sucesso com o seu engenho inovador em comícios e declarações.

    Viva a Liberdade tem direção de Roberto Andò, que, ao lado de Angelo Pasquini, é também responsável pelo roteiro baseado no romance Il Trono Vuoto (O Trono Vazio), de sua própria autoria. A produção não se restringe a buscar o humor em cima da batida troca de identidade. Vai além e propõe uma reflexão crítica à atual onda de descrença com a classe política - e faz isso com inteligência e perspicácia.

    Apesar de tratar do momento político italiano, o filme tem comunicação fácil com os brasileiros. Basicamente fala de políticos de situação fazendo pouco enquanto os de oposição não conseguem apresentar alternativas para convencer a população de que não são todos farinha do mesmo saco. Um descrédito geral experimentado pelo eleitorado que, no filme, á sacudido pela sinceridade do irmão gêmeo do senador.

    Franquesa e ideias simples que deixam todos atônitos, simplesmente por serem totalmente descoladas dos métodos políticos em voga, estes que já não convencem mais ninguém. Toni Servillo brilha em sua dupla interpretação e seus diálogos metafóricos e cínicos são bem escritos e fazem um convite à conscientização política.

    O cineasta Mario Monicelli (1915 - 2010) disse certa vez que dá para tratar de assuntos muitos sérios fazendo comédia. Viva a Liberdade, mesmo com sua simplicidade despretenciosa, faz mais do que apenas tirar sarro da classe política. Diverte e faz pensar. Apresenta alguns pequenos deslizes narrativos – nada grave – e tem um final pouco criativo e aquém do que foi mostrado ao longo da história, mas nada que mingue o prazer de vê-lo.

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