VIVA VOZ

VIVA VOZ

(Viva Voz)

2002 , 85 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paulo Morelli

    Equipe técnica

    Roteiro: Márcio Alemão, Paulo Morelli

    Produção: Andréa Barata Ribeiro, Paulo Morelli

    Fotografia: Luís Branquinho

    Trilha Sonora: Paul Mounsey

    Estúdio: Estúdios Mega, Globo Filmes, Lereby Produções, O2 Filmes, Teleimage

    Elenco

    Armando Filho, Betty Gofman, Carla Fioroni, Dan Stulbach, Denis Staut, Eduardo Estrela, Ernani Moraes, Fábio Herford, Genésio de Barros, Graziela Moretto, Jair Assunção, Joelson Medeiros, Kiko Mascarenhas, Luciano Chirolli, Otávio Martins, Paulo Gorgulho, Paulo Porto, Plínio Soares, Priscila Luz, Supla, Vivianne Pasmanter, Zuzu Abu

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Existem comédias que te fazem gargalhar, algumas que provocam riso contido, outras que ficam só na intenção de fazer rir. Por último, existe um caso raro de comédia que, de tão ruim, num determinado momento começa a se tornar engraçada. A graça, naturalmente, não está nas situações supostamente cômicas do filme e sim em suas sofríveis, às vezes ridículas, tentativas de fazer humor. Este é o caso de Viva Voz, de Paulo Morelli, que estréia este fim de semana no País.

    Que não venham me acusar de atacar o cinema brasileiro e tal. Quem acompanha meu trabalho sabe muito bem que sou um defensor inveterado do cinema nacional. Mas também não vou ser condescendente. Viva Voz é um filme ruim, independente da nacionalidade. O que é uma pena, tendo em vista o bom elenco reunido: Vivianne Pasmanter, Dan Stulbach (conhecido por interpretar o marido violento de Mulheres Apaixonadas), Betty Gofman e Graziella Moretto (Domésticas). Como se pode ver, o problema não está nos atores. Também não está na direção de Morelli, que conduz o filme tecnicamente bem. Então qual seria o problema? Tentem advinhar... Acertou quem falou "roteiro".

    Mais uma vez uma boa idéia resulta num mau filme por conta de um roteiro fraco. A história é centrada em Duda, personagem de Dan Stulbach, um empresário bem-sucedido que se vê numa enrascada por conta de seu sócio (Luciano Chirolli) e sua amante (Graziella Moretto), que estão mancomunados para lhe roubar dinheiro. As coisas pioram quando, por acidente, a fogosa amante aperta a tecla send de seu celular, acionando o número de sua mulher, Mari (Vivianne Pasmanter), que passa a escutar tudo que o marido e a amante falam. Daí em diante, vemos Mari e sua amiga Déia (Betty Gofman) acompanharem Duda pelo viva-voz do carro enquanto, paralelamente, acontecem traições, desvio de dinheiro, assaltos, seqüestros e até uma tentativa de assassinato.

    Como se pode ver, a idéia até que poderia render um bom filme, mas faltou substância, tiradas realmente engraçadas, talento para fazer humor. As gags são bobas, os diálogos infantis, nada funciona. E a coisa vai piorando ao longo da projeção. Ao final, não consegui segurar um riso constrangido.



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