VLADO - TRINTA ANOS DEPOIS

VLADO - TRINTA ANOS DEPOIS

(Vlado - Trinta Anos Depois)

2005 , 85 MIN.

12 anos

Gênero: Documentário

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • João Batista de Andrade

    Equipe técnica

    Roteiro: João Batista de Andrade

    Produção: Ariane Porto

    Fotografia: Fabiano Pierri

    Elenco

    Alberto Dines, Clarice Herzog, Dom Paulo Evaristo Arns, Fernando Morais, José Mindlin, Mino Carta, Rabino Henry Sobel, Rodolfo Konder, Ruy Mesquita, Zuenir Ventura

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Vladimir Herzog deveria fazer parte do conhecimento geral da população brasileira. Infelizmente, não é isso que acontece e são poucas as pessoas que já ouviram sua história. Em Vlado - 30 Anos Depois, o diretor João Batista de Andrade cumpre uma promessa que fez para si mesmo: mostrar ao Brasil a história deste jornalista tão importante. Com uma câmera na mão, o atual secretário da Cultura do Estado de São Paulo assumiu o papel de documentarista e, principalmente, amigo de Vlado - como ficou conhecido entre os mais íntimos.

    Vlado - 30 Anos Depois relata momentos marcantes de Vladimir Herzog até sua morte nos porões da ditadura, no dia 25 de outubro de 1975. Após três décadas, o caso ainda gera polêmica e o documentário esclarece fatos, até então desconhecidos, para muitos brasileiros e admiradores do jornalista. João Batista de Andrade costurou essa história por meio de depoimentos de amigos e familiares, entre eles Clarice Herzog, publicitária e esposa de Vlado.

    Além de falarem sobre Herzog, os relatos dos amigos contam como eram as torturas no DOI-CODI (órgão de repressão política do regime militar). Apesar de saber da situação pela qual passavam, Vlado recusou-se a fugir e se apresentou espontaneamente para um depoimento. Acabou sendo preso, interrogado, torturado e morto - não cometeu suicídio, como acabou sendo alegado pelos militares.

    Os closes feitos pelo cineasta em Vlado - 30 Anos Depois criam uma relação de intimidade entre o espectador e o depoente. O bate-papo informal faz com que os medos e os sofrimentos dos presos políticos contagiem a platéia.

    O documentário tem uma linguagem quase didática, mas prende pela riqueza de informação transmitida por grandes nomes como Fernando Morais, José Mindlin, o rabino Henry Sobel, D. Paulo Evaristo Arns e, principalmente, Clarice Herzog. Depoimentos fortes e envolventes garantem uma grande comoção do início ao fim.

    João Batista de Andrade diz que devia este documentário à memória do amigo, mas acabou indo além, ao mostrar a um País inteiro a importância da morte de um jornalista chamado Vladimir Herzog. Trinta anos se passaram, mas não há momento mais propício para escancarar a verdade para uma geração que desconhece o heroísmo de alguns e lembrar aos mais velhos que muitos morreram acreditando num futuro digno a um Brasil atado e amordaçado. Com certeza, devido ao momento político atual, é uma boa oportunidade para parar, pensar e acreditar que cada um pode fazer a diferença na construção de um país melhor.

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